terça-feira, 16 de janeiro de 2018

PESSOAS?!

É insuportável ter que ouvir os barões e os seus escudeiros neoliberais a justificar as suas acções ou decisões. Ou a dizerem o que pensam sobre qualquer matéria.
De uma coisa fico certo no rebuscar das suas teses: a última por última das coisas que os preocupam são as pessoas.  
De facto as pessoas estão no fundo buraco negro do seu pensamento e o único objectivo da sua iluminada retórica é a mecânica procura da multiplicação dos interesses que servem com o aconchego moral de um "se é bom para mim, é bom para todos". E em vez de indignação, há quem ache isto decente como forma de vida.
...E com o péssimo exemplo Trump a coisa tem a fiar ainda mais grosseiro.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

NO MEU SÍTIO

Foto JPBessa, Nikon D300


domingo, 7 de janeiro de 2018

MÁRIO SOARES...PASSOU UM ANO

Sede do Partido Socialista, Largo do Rato, Lisboa - foto JPB Iphone
Passou um ano...
... passou um ano sobre o falecimento de Mário Soares, o português com as acções mais importantes para a construção da Democracia portuguesa. Da Democracia em que vivemos depois de 40 anos de Ditatura.
Conheci-o bem quando participei, como Director Executivo do MASP I, na campanha eleitoral da sua primeira candidatura à Presidência da República. Com ele percorri muito Portugal e participei directamente na montagem e organização dos comícios. E desse tempo guardo estórias que, na lembrança, me fazem ainda sorrir com o sabor das peripécias.
Mas principalmente de Mário Soares guardo a memória da sua enorme coragem moral e física na defesa das suas convicções e a permanente e clara visão estratégica para atingir os objectivos superiores da Liberdade numa Democracia moderna e humanista e onde os valores da Cidadania Republicana fossem a realidade da vida dos portugueses. E nessa realidade da nossa vida introduziu, atribuindo-lhe a dignidade de gesto pleno, o Direito à Indignação.  
Passou um ano... ( ver aqui o post de 7 de Janeiro de 2017)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

CEGOS E SURDOS...MAS NÃO MUDOS

São de uma lata desmedida!

Quem os ouve falar - aos senhores políticos que fizeram ou apoiaram o anterior Governo patrono da austeridade ++ - deverá julgar que só existem a traço-ponto. Chegaram agora (traço) e nada têm de responsabilidades anteriores (ponto). Aquilo que funciona mal é por total culpa e inépcia do actual governo; o que funciona bem é resultado da excelente política do anterior Governo. Nunca por nunca por terem dado cabo e fechado diversos serviços públicos, por terem cortado verbas a torto e a direito sem olhar a quem, por se terem mostrado mais austeros do que a austeridade. Por terem, na sua visão de um país melhor, uma política de facilidade, optando pelo mais simples e descurando a procura de soluções pela sua incapacidade de pensamento solidário. No fundo, fazendo aquilo que mais gostam e que tomam por missão: proteger os mais ricos, prejudicando todos os outros.

Ouvi-los falar nas sessões da Assembleia da República ou a perorar nas diversas televisões atinge o pior nível de desrespeito pelas pessoas que prejudicaram quer pela contente aceitação de regras primárias da imposta austeridade quer pelo desmantelar de serviços que serviam comunidades de pessoas. Um fartote de indecência mascarada de bom tom a fazer de todos nós uns parvos, uns estúpidos vergados à sua importância.

Não há paciência para tanto enfardo.

sábado, 30 de dezembro de 2017

BOM 2018!

Experiências de traços, cores e figuras feitas a dedo e ponta de borracha em iPad para um BOM 2018!
O ano de 2017 acabou muito mal para a boa imagem cívica dos portugueses. Como se não bastassem os desastres incendiários, os portugueses tiveram que se confrontar - a somar à tolice do processo Infarmed (que o senhor da pasta vangloria num fazer primeiro para pensar depois) - com a péssima demonstração da sua qualidade ética e cultural no que diz respeito ao "financiamento dos partidos": uma asneirada monumental de políticos sem o mínimo de respeito por aqueles que são os seus votantes no disfarce das propostas num A, B, C com tanto de ridículo como de ignorância da regra e dos bons costumes; um disparate traduzido no chico espertismo reinante por parte de uma série de comunicadores sociais - uns jornalistas e outros nem por isso - que se mostraram, para além de profundamente ignorantes nas questões do sistema, muito mais preocupados com os acessórios de favores de 15 minutos de fama - a senhora diz que é inconstitucional e o melhor, porque dá jeito na corrida desenfreada dos tempos, é não perguntar porquê ou desenvolver qualquer investigação suplementar -  do que com a análise do quadro institucional, seus defeitos e necessidades para estabelecer os domínios da clareza e transparência no respeito pelas funções de informar que desempenham.

Não sei se - dada a mudança dos números que formam o ano - se aplica o ditado de que um mal começado tardará ou não virá nunca a endireitar ou a mais global Lei de Murphy, mas, confesso, estou preocupado e um bocado farto. Porque isto - este sítio (lembrando Cardoso Pires) onde vivemos - parece em roda livre a deixar que a voragem da espuma encubra - num pouco mas suficiente elaborado truque neoliberal - as vantagens da diminuição da austeridade. Levando na onda o que ainda terá de ser feito.

E para 2018 que tal um modo de  DECÊNCIA e RESPEITO?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

BOM NATAL 2017

Desenhado a dedo em iPad

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

AO EDMUNDO PEDRO COM AMIZADE, RESPEITO E ADMIRAÇÃO


O Edmundo Pedro - de quem tenho a sorte de ser Amigo - faz hoje, 8 de Novembro, 99 anos de idade. Nasceu em 1918, seis anos antes do nascimento dos meus pais. Uma vida enorme, na longevidade e no carácter.
Quem conhecer a vida do Edmundo reconhecerá que estamos em presença de alguém muito especial. Um exemplo demonstrativo - como ilustrava a cantiga de Zeca Afonso - de alguém sempre capaz de dizer não! e ser capaz de resistir com a força de carácter da convicção.
O que passou, no Tarrafal - o campo salazarista da morte lenta onde esteve preso quase criança - ou nas prisões por que passou, fazem dele um homem notável cuja história deveria ser conhecida e contada nas escolas. Para que o seu exemplo não se perca e para que o seu exemplo seja suporte de esperança de situações que, embora se espere que não tenhamos com que nos confrontar nunca mais em Portugal, percorrem o Mundo diariamente.
Ler os livros - a colecção das Memórias é um bom exemplo - que escreveu dão alguma ideia do que foi a sua vida e das suas lutas  - penso sempre, num misto d admiração e respeito: como foi possível resistir? - mas nada chega a ouvi-lo falar a contar o que viveu - lembro-me sempre da descrição do assalto ao quartel de Beja e de como daria um filme extraordinário se feito com a visão que ele nos transmite, transformando o risco de vida da luta antifascista num momento de extraordinário humor.
Ter a possibilidade de estar com ele é ouvir a lucidez da análise política sobre o Mundo actual e sobre a história do Mundo que percorreu. Nomeadamente da vida do PCP a que pertenceu e de onde saiu por questões de princípio. Estar com ele garante uma aula viva sobre o que é Portugal e como se chegou ao que ele é hoje desde os quase primórdios da República.
Caro Edmundo, o teu exemplo de resistência alicerçado nos valores e princípios que traduzem a exigência de uma vida colectiva livre e mais solidária, democrática e respeitadora dos valores e direitos humanos incita a que não desistamos de lutar pela melhoria das condições de vida dos mais fracos e socialmente desprotegidos.
Não esquecerei nunca as lições de vida que me foste ensinando e, como combinamos ao telefone,  cá estaremos para a tua festa dos 100 anos!
Um enorme e querido abraço de parabéns, Amigo!

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