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| a um passo do desastre...mas ponderosas razões o provocam...😂 |
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
IRANIANAS SEM LENÇO
As mulheres iranianas decidiram protestar - às 4ª feiras - contra o uso obrigatório do lenço no seu país. Para que sejam notadas, tiram o lenço, desfraldam-no num pau e sobem para um ponto mais elevado - caixas de electricidade ou muretes - deixando os seus cabelos livres e ao vento. Por este gesto, algumas já foram presas.
Aqui fica a homenagem da minha solidariedade e contra a menorização da mulher na sociedade.
domingo, 7 de janeiro de 2018
MÁRIO SOARES...PASSOU UM ANO
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| Sede do Partido Socialista, Largo do Rato, Lisboa - foto JPB Iphone |
Passou um ano...
... passou um ano sobre o falecimento de Mário Soares, o português com as acções mais importantes para a construção da Democracia portuguesa. Da Democracia em que vivemos depois de 40 anos de Ditatura.
Conheci-o bem quando participei, como Director Executivo do MASP I, na campanha eleitoral da sua primeira candidatura à Presidência da República. Com ele percorri muito Portugal e participei directamente na montagem e organização dos comícios. E desse tempo guardo estórias que, na lembrança, me fazem ainda sorrir com o sabor das peripécias.
Mas principalmente de Mário Soares guardo a memória da sua enorme coragem moral e física na defesa das suas convicções e a permanente e clara visão estratégica para atingir os objectivos superiores da Liberdade numa Democracia moderna e humanista e onde os valores da Cidadania Republicana fossem a realidade da vida dos portugueses. E nessa realidade da nossa vida introduziu, atribuindo-lhe a dignidade de gesto pleno, o Direito à Indignação.
Passou um ano... ( ver aqui o post de 7 de Janeiro de 2017)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Pagar a factura
Li em qualquer lado que a senhora alemã garantiu “um final feliz para Portugal.”. O que é que isto quer dizer na realidade do nosso dia-a-dia? Morte sem sofrimento?! Assim como acordar morto?! Garantir-nos um final feliz é tão infeliz com a tirada do nosso primeiro que, num saundebaite canhestro, clamava que “não podemos culpar o remédio pelo estado do doente”. Não pode quê?! Até o médico é responsável pelo estado do doente – bom, mau ou assim-assim - quanto mais os remédios. Não é para isso que servem remédios, médicos, enfermeiros, diagnósticos, hospitais, centros de saúde? Para a responsabilidade da interacção com o doente?
Li também em qualquer lado que os colaboradores do senhor Romney, tão garantidos da vitória, começaram nos últimos dias da campanha, pesem as evidências então já existentes, a tratar o homem por Mister President…como é que o tratam agora?
É este o problema com que nos confrontamos num custo desmesurado: fazer da realidade um wishfull thinking da realidade.
O nobel Paul Krugman definiu, em certeira imagem de relação da geografia com a ideologia económica, os economistas em dois grupos: os de água doce e os de água salgada. Em duas escolas portanto: uma cheia de teoria, equações e folhas exel e outra mais atenta ao mundo envolvente – uns com expressões matemáticas de alto nível a elaborar sobre pontos de partida sem nexo (como se pode retirar da lição a-propósito de Silva Lopes que encontrei numa madrugada num canal televisivo de cabo de que desconhecia a existência); outros atentos e preocupados com a realidade e com a certeza que as certezas da economia são puras incertezas – a mais pequena alteração das condições iniciais pode provocar efeitos imprevisíveis (por isso se fala do bater de asas da borboleta e no caos que pode provocar: é a ciência e a experiência a ouvirem o bater do mundo). Uns, cegos na confiança da certeza; outros, desconfiados da certeza.
De um lado, o olhar descuidadamente pousado na superfície da água doce que nos parece sempre previsível; do outro, o olhar atento e desperto sobre a imprevisibilidade surpreendente que conhecemos da água salgada.
De um lado a desatenção da envolvente e a envolvência na estética dos modelos matemáticos; do outro a atenção à surpresa e a preocupação da adaptação imediata.
Definitivamente a água doce nunca transportou o aviso de sabedoria de Le Carré: “uma secretária é um sítio muito perigoso para analisar o mundo.”. E por isso, nós pagámos a factura.
Li também em qualquer lado que os colaboradores do senhor Romney, tão garantidos da vitória, começaram nos últimos dias da campanha, pesem as evidências então já existentes, a tratar o homem por Mister President…como é que o tratam agora?
É este o problema com que nos confrontamos num custo desmesurado: fazer da realidade um wishfull thinking da realidade.
O nobel Paul Krugman definiu, em certeira imagem de relação da geografia com a ideologia económica, os economistas em dois grupos: os de água doce e os de água salgada. Em duas escolas portanto: uma cheia de teoria, equações e folhas exel e outra mais atenta ao mundo envolvente – uns com expressões matemáticas de alto nível a elaborar sobre pontos de partida sem nexo (como se pode retirar da lição a-propósito de Silva Lopes que encontrei numa madrugada num canal televisivo de cabo de que desconhecia a existência); outros atentos e preocupados com a realidade e com a certeza que as certezas da economia são puras incertezas – a mais pequena alteração das condições iniciais pode provocar efeitos imprevisíveis (por isso se fala do bater de asas da borboleta e no caos que pode provocar: é a ciência e a experiência a ouvirem o bater do mundo). Uns, cegos na confiança da certeza; outros, desconfiados da certeza.
De um lado, o olhar descuidadamente pousado na superfície da água doce que nos parece sempre previsível; do outro, o olhar atento e desperto sobre a imprevisibilidade surpreendente que conhecemos da água salgada.
De um lado a desatenção da envolvente e a envolvência na estética dos modelos matemáticos; do outro a atenção à surpresa e a preocupação da adaptação imediata.
Definitivamente a água doce nunca transportou o aviso de sabedoria de Le Carré: “uma secretária é um sítio muito perigoso para analisar o mundo.”. E por isso, nós pagámos a factura.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
O caminho não é único
A estupidez humana é sempre muito pretenciosa.
corolário possível de As Lei Fundamentais da Estupidez Humana de Carlo M. Cipolla
A diferença entre um conhecedor e um amador convencido - situação muito próxima ou idêntica mesmo da estupidez - é que o último contenta-se sempre com a solução mais fácil, mais imediata, sem perceber nem causas nem consequências nem saber articular estratégias com objectivos - resultando daí efeitos prejudiciais indiscriminados - enquanto que o conhecedor analisa, articula, testa, ouve e propõe soluções que se articulam com os valores sociais essenciais - propondo assim soluções mais justas - que permitam chegar ao mesmo necessário objectivo.
Ao contrário do que mostram pensar os precipitados primários não há apenas uma solução. Seja para o que for. Há sempre outros caminhos. Há sempre escolhas.
E é obrigatório garantir respeito nas decisões de interesse público.
A este propósito cito Anthony Atkinson publicado no jornal Público de 2 de Julho p.p.
"[...] já há movimentos a defender ideias novas que o tornam possível. Em parte, é reconhecer que se queremos baixar o nível da dívida nacional - porque é um fardo para os filhos e netos - ter-se-á de reconhecer que também não é bom para eles caso se corte em infra-estruturas públicas, hospitais, estradas, etc.. E que, se o fizerem, será muito gravoso para a educação. As crianças são quem mais vai sentir esse esforço. É desonesto reduzir a divída nacional para ajudar os nossos filhos e netos e, ao mesmo tempo, passar-lhes um país sem bons hospitais, escolas ou estradas e onde não lhes são dadas oportunidades para trabalhar. As suas vidas serão afectadas para sempre. Há que reconhecer que, se estamos a alterar as regras orçamentais, as despesas de capital não deveriam fazer parte do cálculo do défice orçamental.
[...]
Temos de encorajar as pessoas. Ter-se-á de desenhar um pacote de austeridade que ajude esse esforço, e não o inverso. Pode ser feito, por exemplo, com impostos na área ambiental. Ou com impostos sobre rendimentos mais elevados."
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Único de passo certo
Qual é o meu filho?! Aquele único que vai com o passo certo!, apontou em resposta a vaidosa mamã, tão orgulhosa da individualidade única do seu menino - o único que ia de passo certo no meio de um batalhão de incapazes.
Lembro-me sempre disto cada vez que ouço notícias sobre a crise - a sensação com que fico é a de que vamos todos de passo desacertado e uns rapazes, cheios de razões, é que sabem da rota certa.
Fica-me apenas a dúvida e para a qual não encontro (tenho uma, claro!) resposta: quem ganha com isto?
Lembro-me sempre disto cada vez que ouço notícias sobre a crise - a sensação com que fico é a de que vamos todos de passo desacertado e uns rapazes, cheios de razões, é que sabem da rota certa.
Fica-me apenas a dúvida e para a qual não encontro (tenho uma, claro!) resposta: quem ganha com isto?
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
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