domingo, 4 de setembro de 2016

PARA INGLÊS VER


Para atravessar a Ria Formosa na Fábrica - sítio próximo de Cacelha-a-Velha - é preciso ir de barco para chegar à praia. A viagem dura poucos minutos - menos de cinco - mas por uma qualquer ordem é obrigatório a utilização de coletes de salvamento. O que parece uma medida acertada. E protectora até, não vá o diabo tecê-las.
E assim seria, não fora o aumento do perigo. Explico:
- colocados pela cabeça, os coletes têm uma frente - um peito - que cobre, em duas componentes, o peito das pessoas. Têm também duas correias que, passando pelas costas deveriam ser apertadas na frente - mas que não são utilizadas. Ou porque estão enroladas e atadas e, portanto, não utilizáveis ou porque já não existem. Ou porque não é fácil a manobra. Ou ainda porque, pura e simplesmente, não são apertados por a viagem ser demasiado curta.
Ora, colocados assim, os coletes de salvamento tornam a viagem mais perigosa do que sem qualquer apetrecho. Porque, se o barco se voltar ou alguém cair à água, as duas componentes dos coletes não fixas pelas correias ficarão à tona, deixando que a boca do utilizador fique "entalada" entre elas e praticamente dentro de água. E sem grande, pela presumível atrapalhação, possibilidade de ajustamento.
Pensei que a pôr o apetrecho - se não puser, multam-nos em 300€, avisam - a forma mais segura seria pô-lo ao contrário. Dentro de água a boca ficaria acima do colete, embora deixando de ter a possibilidade de ficar na posição de costas, de cara virada para cima e esperar a vinda de socorros.
Enfim tudo muito cuidado, cheio de efes e erres de segurança... para inglês ver, naturalmente.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

SONHO


A minha filha juntou os seus três filhos e disse-lhes: o avô João Paulo vai aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A minha neta, nove anos e ginásta, lançou:
- Acho melhor começarem a poupar dinheiro...
- Poupar dinheiro?! para quê? - perguntou com alguma estranheza a mãe.
- Para poderem ir lá ver-me quando eu estiver lá.
Pronto está aberto o caminho: a minha neta Mafalda quer competir nos Jogos. 2024?

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

ESTÁ ERRADO! COMPONHA-SE!


@s noss@s menin@s são piores do que @s menin@s dos outros? Serão?!
Alguma coisa se há-de passar pelas más notas que @s noss@s menin@s têm a Matemática e Português. Todos burr@s?! - palavra que aliás não se justifica porque o animal é inteligente.
Então, se @s noss@s menin@s são tão burr@s ou inteligentes como @s outr@s, porque terão as más notas que têm? Porque não estudam nada? Ou porque não percebem o que lhes ensinam por desajustamento de programas ou erro de métodos de ensino?
Seja como for, manda a obrigação de serviço público de se adaptar o sistema à realidade existente. Isto é, que se faça um esforço para que se encontrem os processos que permitam que @s alun@s aprendam as bases que lhes permitam contar e comunicar eficientemente. Ou seja: que os programas sejam adequados e que o processo e método de ensino sejam também adequados e atraentes. 
E adequar significa encontrar formas que aproximem a linguagem de alunos e professores, permitindo,portanto, que se entendam.
É urgente que a transformação se faça - a Matemática e o Português são ferramentas fundamentais para uma integração positiva na sociedade.
E como @s noss@s menin@s são iguais a@s outr@as menin@s do resto do mundo não convém dar-lhes logo de início uma imensa desvantagem.

(EPÍLOGO COM LEMBRANÇAS DE MONIZ PEREIRA (1921/2016): Acreditando que os noss@s atletas eram tão boas/bons como @s estrangeir@s desde que tivessem as mesmas condições de treino, Moniz Pereira convenceu o poder político pós 25 de Abril a conceder às/aos atletas com melhores resultados e maiores capacidades o tempo disponível necessário para poderem treinar bi-diariamente. Introduzindo  as práticas necessárias ao Desporto de Rendimento, Moniz Pereira aproximou @s noss@s atletas d@s adversári@s e assim conquistou medalhas olímpicas, medalhas e recordes mundiais, campeonatos. Talvez @s senhor@s que mandam nestas coisas chamadas da Educação obtivessem melhores resultados se seguissem a proposta de Moniz Pereira: garantir que @s noss@s menin@s têm as mesmas condições do que @s menin@s dos outros lados. Porque valem tod@s o mesmo!).

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O IMI, A ESTUPIDEZ E A ARQUITECTURA


Não sei se ouvi bem... eles disseram que iam aumentar o IMI de acordo com o maior grau de exposição solar ou da existência de vistas de um edifício?!!!!!
Se isto não for mentira é de uma estupidez gratuita, prepotente e abusiva. E é tão estúpida que viola Princípios Básicos da Arquitectura e do Exercício da Profissão e põe em causa qualquer possibilidade de desenvolvimento de uma Política Pública de Arquitectura.
A evidência do estrago é tal que não vale a pena perder tempo a explicar a gravidade. Não iam entender e não merecem a preocupação. Anotem os NÃOS!
(Uma explicaçãozinha ligeira: compete ao arquitecto nos projectos que realiza procurar a maior exposição solar e melhor usufruto de vistas possíveis como forma de garantir o melhor conforto e a maior qualidade do fogo que propõe. Ou seja: cada risco de arquitecto, cada aumento de IMI...).
Pelo andar da carruagem terminaremos a pagar impostzo pela largura da rua, pela distância à praça mais próxima, pela árvore no passeio, pelo fim de escorregadelas na calçada, pelo ninho que a andorinha deixou no beirado, pelo número de janelas das traseiras que permitem a circulação interna do ar, por qualquer melhoria higieno-sanitária do fogo, pela sombra sobre a janela. Pelo facto de ser uma habitação, pelo facto de ser mais do que um abrigo. Pagaremos imposto pelo desenho da Cidade!
Tão estúpido!
Pior. É um fartar vilanagem espertalhote que ultrapassa a estupidez - prejudicar terceiros, prejudicando-se a si próprio - para atingir o patamar do banditismo: prejudicar terceiros para favorecimento próprio.
É ultrajante! É mesquinho! É inculto! Sem a mínima noção das consequências.
Um tiro na Arquitectura.
Importam-se de ter juízo?

(Nota de interesse: não sou proprietário, sou arquitecto.)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

DE FACA E GARFO...



.... e nem sequer tinham a galinha

terça-feira, 28 de junho de 2016

O BREXIT



quarta-feira, 15 de junho de 2016

ESTÁDIO DO DESPORTO!? ORA,ORA…

(Texto publicado no jornal Público a 27 de Maio de 2016 em resposta a um outro texto da autoria de Fernando Tenreiro e anteriormente também publicado no mesmo jornal)

"Escrevo a propósito de “O estádio do desporto” de Fernando Tenreiro publicado na edição do Público de 19-5-2016, para mostrar a minha indignação. Escreveu o autor: “O departamento das infra-estruturas desportivas do ex-IDP foi posto em causa a partir da criação do QCA desporto no início do século XXI que colocou fora da instituição o investimento de milhões de euros para espaços de desporto. Depois dos milhões gastos, desconhece-se o que são e para que servem as infra-estruturas desportivas nacionais.”.
Quando se desconhece um assunto, duas atitudes são possíveis: informar-se e estudar para ficar a saber ou, pura e simplesmente, ficar calado. Trata-se de uma decisão de bom senso e de responsabilidade.
A Medida Desporto - Intervenção Operacional Regionalmente Desconcentrada da Medida Desporto - integrada no III Quadro Comunitário de Apoio (QCA III), nasceu do acordo entre os representantes da Comissão Europeia e do Governo português. Não foi um medida clandestina, foi publicada no Diário da República e obedeceu aos critérios entendidos como mais adequados ao uso dos financiamentos comunitários.
A intervenção da Medida Desporto diz respeito a um investimento global - superior ao inicialmente previsto - de 340 950 239,30€ a que correspondeu uma comparticipação comunitária FEDER de 145 738 345,20€ distribuída pelas cinco regiões-plano do país, permitindo a construção de 251 equipamentos desportivos. Foram assim realizados 77 Grandes Campos de Jogos, 24 Pistas de Atletismo, 39 Pavilhões Desportivos, 42 Salas Desportivas, 54 Piscinas cobertas, 2 Conjuntos de Balneários, 2 Grandes Campos de Hóquei, 1 Equipamento Náutico Fluvial, 1 Pista de Remo e Canoagem, 2 Pistas de Atletismo de 8 corredores, 1 Nave de Atletismo e 6 Estádios.
O dinheiro do co-financiamento comunitário foi investido, as obras estão à vista e há muitos portugueses - homens, mulheres, jovens, crianças - que as utilizam e lhes dão vida. Para o saber basta não fazer da secretária o centro do conhecimento...
Ou seja, o QCA III Desporto não viveu do “frete”, do fazer favores ou de decisões arbitrárias mas sim da regra e da exigência dos procedimentos como Pré-Candidaturas, Custos Máximos de Referência ou a adequação dos pavimentos às normas desportivas internacionais e os espaços às diversas valências necessárias à sua utilização social. Toda a candidatura era escrutinada pela Unidade de Gestão do Eixo Prioritário 3, aprovada tecnicamente pelo IDP e financeiramente pela UG do Programa Operacional Regional respectivo e homologada pela tutela do Desporto. A execução dos contratos estava sujeita a auditorias de diversos níveis de organismos internos e europeus. E nenhum desses organismos demonstrou dúvidas ou fez acusações sobre o processo.
Não sei que objectivos norteiam o autor do texto - tão pouco me interessam. Mas sei que o que escreveu representa ofensas gratuitas a todos os que trabalharam na Medida Desporto e que desempenharam o seu trabalho com o zelo devido à defesa do interesse público. Fazer insinuações como as que o autor faz é leviano, mal intencionado, irresponsável e não se coaduna com o dever de cidadania que a todos obriga.  

Lisboa, 25 de Maio de 2016
João Paulo Bessa (Coordenador Nacional da IORD da Medida Desporto do QCA III, 2000-2006)"


Por razões de espaço jornalístico não foi possível mostrar os números que sustentam a demonstração da importância das intervenções da Medida no seu enquadramento com as regiões-plano. Nos quadros seguintes estão quer os valores financeiros, quer as tipologias e quantidade dos equipamentos desportivos construídos.


LOCALIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
















quarta-feira, 23 de março de 2016

Bruxelas, 22 de Março 2016


Sylvain Grand Maison

"Uma pessoa estúpida é o tipo de pessoa mais perigoso que existe" definiu Carlo Cipolla na sua 5ª Lei Fundamental da Estupidez Humana donde retirou o corolário "O estúpido é mais perigoso que o bandido". E porquê? Porque de acordo com a sua Lei de Ouro (3ª Lei Fundamental) "Uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa um dano a uma outra pessoa ou grupo de pessoas, sem, ao mesmo tempo, obter qualquer vantagem para si ou até mesmo sofrendo uma perda.".
Foi destas leis que me lembrei quando levei com o choque do massacre de Bruxelas. Como se pode ir com aquele ar de quase satisfação que a divulgada foto dos autores nos mostra? O fanatismo estúpido destes suicidas - tal como os kamikazes japoneses (esse imbecil Grupo Especial de Ataques por Choque Corporal) da II Grande Guerra - exige, não só em nome das vítimas mas em nome de todos nós, que a comunidade internacional - e nomeadamente a europeia sobre quem pesam responsabilidades directas da nossa defesa - seja capaz de terminar com a fonte dos problemas: o Daesh. Sem mais desculpas ou assobios para o lado! 
O que exije liderança encabeçada por líderes que sejam capazes de lidar com a situação de acordo com os valores europeus da Liberdade, Direitos e Garantias. E acção em sua defesa antes que sejamos subjugados - ainda por cima com aplausos - pelo securitarismo abusivo da estupidez da extrema-direita.
Como o Tintim, ainda tenho lágrimas nos olhos. Também de revolta, pela inércia dos mandantes...

domingo, 17 de janeiro de 2016

O NOME DA ROSA

Fui ver ao Teatro Nacional D. Maria II - onde também estava o espectador José Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz de 1996 e antigo Presidente de Timor-Leste - a peça "O Nome da Rosa" com texto de Pedro Zegre Penim e Hugo van der Dinh (o autor da banda desenhada A Criada Malcriada), com encenação de Pedro Zegre Penim e a participação da própria Rosa Mota. Encomendada ao Teatro Municipal do Porto por Paulo Cunha e Silva - que não chegou a vê-la - a peça é uma homenagem à Rosa Mota e ao seu notável percurso desportivo. Mas não só: é, enquanto peça de teatro, excelente!

Texto inteligente, culto e com humor que baste, com boa direcção de actores, tem a movimentação necessária - de palavras, actores e objectos - para nos prender a atenção de princípio ao fim. Com ainda o controlo necessário para, a cada momento em que a ansiedade curiosa a que a tensão cénica nos leva e nos põe a quer adivinhar o seguimento, sermos surpreendidos com o cuidado das ligações e passagens, mantendo-se sempre num registo que foge a toda e qualquer chavão facilitista.

Ultrapassando a mera homenagem factual - Umberto Eco também aparece - a peça constitui o melhor elogio do Desporto que me lembro de ter visto. Porque dá ao Desporto a dimensão cultural e estética, retirando-o do caixote do lixo onde os programas de "análise futebolística" rasteiramente e quase quotidianamente o colocam e que, no fundo, está na razão dos enormes feitos que os atletas conseguem. Ao dar-nos esta dimensão cultural e estética do Desporto, a peça, para além da emoção que a memória nos transporta - os braços no ar das vitórias da Rosa são inesquecíveis - mostra-nos a dimensão que motiva os atletas, que os leva aos sacrifícios, ao rigor e responsabilidade constantes do treino, à procura permanente da superação, à definição de objectivos mais altos que o próprio sonho.

De excelência! Inteligente e culta, estéticamente poderosa e interessante no seu minimalismo cenográfico, a peça deve ser mais vista a passear por outros lados. Porque, repito, é excelente e surpreendente! É inspiradora.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

BOM NATAL E BOM ANO


sábado, 12 de dezembro de 2015

Edificio EDP de Manuel Aires Mateus




Edifício EDP, Lisboa
Projecto de Manuel Aires Mateus
Fotos iPhone



sábado, 14 de novembro de 2015

JE SUIS PARISIEN!


Os atrozes e cobardes assassínios de Paris são crimes contra a Humanidade e como tal devem ser tratados. O terrorismo internacional exige uma resposta conjunta e solidária da comunidade internacional sem reservas ou desculpas. A civilização não pode estar a saque!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

CARTA ABERTA AOS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DO COLÉGIO MILITAR

Cúpula com capote, Jacinto Luis

Caros Camaradas
A caminho do estrangeiro não posso estar presente na Assembleia Geral da AAACM de 23/10/2015 mas não quero deixar de vos comunicar o que, caso pudesse estar presente, iria dizer e qual o meu sentido de voto face à repetição que a Direcção da AAACM pretende fazer da sua  "Proposta de Revisão da Orientação Estratégica da AAACM".
Em primeiro lugar considero - e estou a ser simpático - indelicado, senão desleal, que se repita uma proposta já apresentada e que mereceu a rejeição da Assembleia Geral de acordo com o Comunicado da Mesa da Assembleia Geral da AAACM, assinado pelo seu Presidente e recebido por mail em 8 de Julho de 2015. 
É um facto que formalmente foi alterada a linguagem - de uma linguagem inadmissível passou-se a uma linguagem mais cordata e aceitável - mas o seu conteúdo continua o mesmo como foi afirmado pelos Camaradas Banazol e Rio de Carvalho em duas reuniões distintas mas consecutivas do Conselho de Delegados. Ou seja, na realidade nada foi alterado apesar das críticas formuladas e da rejeição atribuída: trata-se, objectivamente, da mesma proposta!
A apresentação da mesma proposta já, repete-se, rejeitada, constitui uma intolerável falta de respeito pelos associados presentes na Assembleia Geral, violando valores que nos são caros e que pretendemos continuar a manter vivos na instituição que aqui nos une: o Colégio Militar. Por mais disfarces ou retóricas com que se pretenda embrulhar a pretensão, o facto é este: a orientação estratégia pretendida implementar pela Direcção da AAACM foi rejeitada em Assembleia Geral e as razões foram - quer na altura quer nas posteriores reuniões do Conselho de Delegados - suficientemente expostas para que à repetição pretendida não se possa dar outro classificativo que não seja a teimosia.
Sou membro do Conselho de Delegados de Curso e nessa qualidade tenho, com muitos outros dos seus membros e durante o último ano lectivo, visitado o Colégio Militar, tendo podido aperceber-me, quer pelo contacto directo, quer em reuniões com membros da direcção colegial, que tem sido feito um notável esforço para que as coisas - de enorme dificuldade pela forma canhestra, apressada e irresponsável como o Ministério conduziu todo o processo - possam correr o melhor possível e com a melhor segurança. Por outro lado temos sabido das posições da Associação de Pais através do camarada Cordeiro de Araújo, Presidente da Associação de Pais até ao final do último ano lectivo e actual Presidente do Conselho de Delegados. Ou seja, tenho uma boa informação e de nada tenho sabido que possa justificar uma preocupação como a pretendida para inverter o caminho de integração percorrido pelos responsáveis colegiais. Tanto quanto tenho visto e sei, existe uma boa integração de género. E, tanto quanto sei, os alunos e alunas gostam e os Pais também!
Para além desta tranquilizante verificação e do erro que constitui a pretensão da proposta apresentada, pergunto-me como tantos outros o têm feito: com que direito pretende a AAACM intrometer-se (cf. ponto 2, alíneas a) e b) de B da proposta) na gestão pedagógica corrente do Colégio Militar, impondo-se à sua Direcção e às suas responsabilidades através de uma pretendida Orientação Estratégica que vinculará absoluta e univocamente cada uma das acções da Direcção da AAACM nas suas relações com o Colégio Militar, seus alunos, alunas, professores, oficiais e Direcção. É assim, impondo, que se procura uma parceria?
O Colégio Militar, caros camaradas, mudou. É misto. Juntou-se um novo ingrediente à química do Colégio Militar que todos nós conhecíamos e está, na reacção provocada, a formar-se, naturalmente, uma nova realidade. Que é diferente do Colégio que a nossa memória transporta. E esta proposta da Direcção ignora, olimpicamente, esta evidência.
O que a torna extemporânea! E com apenas um sentido perceptível: se alguma coisa correr mal - o quê? porquê? - poderemos refugiarmo-nos no conforto do "nós bem avisamos...".
Parca glória para tanto fumo.
E em que, objectivamente, se traduz esta proposta de Orientação Estratégica? Num Colégio de dois colégios separados por género e com o 3 de Março, misturando-os, a servir de falsa montra. Com consequências gravosas para uma integração que, respeitando os géneros nas áreas devidas, se pretende para manter viva a imagem qualificada do Colégio Militar. Ou seja: pretendendo resolver aquilo que consideram um problema irão, caso a proposta fosse aceite, criar, promovendo divisões, maiores problemas.
Pretendendo imiscuir-se em áreas que não são da sua competência, a proposta esquece aquelas em que a AAACM deveria intervir como a questão essencial que tem marcado negativamente a contemporaneidade colegial: o péssimo estado do seu ensino. E neste campo, o da melhoria do ensino, a AAACM poderá e deverá ter uma palavra decisiva a dizer uma vez que o retorno à excelência está directamente relacionado com a nossa imagem de ex-alunos. E essa deve, conjuntamente com o desenvolvimento do seu carácter filantrópico e solidário, ser a área de intervenção da AAACM. 
E para que as pretendidas intervenções sejam viáveis a AAACM deverá realizar, abandonando o papel de franco-atirador, uma aliança estratégica com a Associação de Pais - principais interessados na normalidade excelente do Colégio - garantindo assim uma acção mais legitimada e eficaz. 
E pode, finalmente, perguntar-se: o elevado preço que se está a pagar sob a forma de desunião do corpo dos antigos alunos justificará com os pretensos benefícios esta teimosia?
Pela discordância que manifesto em relação à proposta de Revisão da Orientação Estratégica da AAACM e se estivesse presente na Assembleia geral de 23 de Outubro de 2015 o meu voto seria, como já o foi na anterior assembleia de 19 de Junho de 2015, contra.
Lisboa, 20 de Outubro de 2015
João Paulo Bessa (200/1957)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Prémio Universidade de Lisboa 2015, Nuno Teotónio Pereira




Ontem, 15 de Outubro, na cerimónia solene de Abertura do Ano Académico 2015-2016, foi entregue o Prémio Universidade de Lisboa 2015 a Nuno Teotónio Pereira, arquitecto e cidadão exemplar.
Recebeu o prémio a sua mulher, Irene Buarque, e fez o elogio Nuno Portas que, de forma emocionada, relembrou os tempos comuns.
Homenagem justa com a Universidade de Lisboa a mostrar-se atenta à envolvente externa à Academia onde a vida se move e é a essência do conhecimento, da investigação e da teorização.
Para conhecer a decisão do júri, clique aqui

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Domingo arrasador

British Bar, Lisboa
Foto iPhone
Ainda não recuperei do banho eleitoral que o Partido Socialista apanhou nestas eleições  - com as melhores condições para uma ampla vitória - para a Assembleia da República  -  permitindo assim, para além do entalanço estratégico em que se encontra para garantir as promessas e certezas com que creditou os seus votantes, a continuidade no poder de um grupo que, durante os últimos 4 anos, desbaratou o país, diminuiu a qualidade de vida de todo o português que não seja rico, colocou em situações aflitas milhares e milhares de portugueses, retirando-lhes partes das pensões, mandando-os para o desemprego e para a inactividade, retirando futuro aos jovens, estropeando o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública ou vendendo ao desbarato domínios estratégicos. Em suma: que abusou do poder com que o povo português o mandatou e tratou apenas de cumprir uma agenda cúmplice dos interesses do mundo financeiro global.
E, mesmo assim e embora perdendo 700 000 votos - praticamente o mesmo que dez enchentes simultaneas do Estádio da Luz, isto é: uma brutalidade de votos - os abusadores conseguiram ganhar as eleições. E a razão dessa vitória traduz a pura incapacidade do Partido Socialista. 
Durante a noite de Domingo a frase do falecido Amigo José Cardoso Pires: "Isto não é um país, é um sítio mal frequentado."(Alexandra Alpha, pg28, 1ª edição) passeou-sna minha cabeçaE se o conceito pode traduzir a reacção imediata ao "como é que votam na coligação depois de tudo o que passaram?", uma mais cuidada análise coloca as questões no campo em que devem ser colocadas: no PS, na sua campanha, no seu programa e nas suas propostas. E na óbvia incoerência do dito e do escrito.
Aliás, fazer de um exercício académico de cenário macroeconomico e da sua linguagem liberal e obscura a orgulhosa base de uma postura vencedora é, como se viu no resultado, um erro de palmatória - o mundo, por mais que assim pretendam, não se resolve no quadro preto de uma sala universitária... as dificuldades das pessoas também não. 
No que o dito de Cardoso Pires continua pleno é na permanente demonstração de incompetência, no desleixo dos pormenores do diabo, no desrespeito do elementar. Que a abstenção iria ser menor, diziam os doutos e os políticos para de seguida perorar das virtudes; afinal não fora, dizia-se horas depois, seria a maior de sempre! seria de 43%. E ninguém, nenhum ministro da Administração Interna, se dava ao trabalho de mostrar admiração pelos números: os votantes inscritos ultrapassavam 9 milhões num quadro populacional de 10,3 milhões de habitantes (cf. Prodata) - e a abstenção calcula-se a partir destes números que incluem mortos, desaparecidos e, provavelmente, repetidos, porque não? de mudanças de lugar. 
Pergunta elementar: alguém acha verosímeis estes números? 
Aliás, se os números fossem verdadeiros, poderíamos começar a fechar escolas quase a torto e direito e o dinheiro governamentalmente entregue às escolas privadas em detrimento das públicas deixaria de ser motivo de interesse e discussão, porque não haveria alunos, por não haver jovens.
Alguns distritos eleitorais como Bragança, Guarda, Viana do Castelo ou Vila Real, mostram mais votantes inscritos do que habitantes segundo os dados de cada ficha distrital do Diário de Notícias. Uma borga! A que se acrescenta o vivo dado como morto ou a inabilidade do Ministério dos Negócios Estrangeiros a obrigar a deitar fora votos de Dilí. 
Neste sempre em festa da incompetência do discurso emproado, o resultado: mais do mesmo!
E agora? Que podem fazer os responsáveis do Partido Socialista? Não lhes resta mais do que encontrar uma boa e elevada inteligência táctica que permita que os votantes do Partido Socialista não se sintam, qualquer que seja a situação futura, traídos nas promessas pelas quais votaram. Para que continue a haver Partido Socialista.

sábado, 3 de outubro de 2015

Votar PS


foto Expresso

Só existe uma maneira de tirar do poder aqueles que durante 4 anos nos tornaram a vida insuportável, provocando desemprego e inactivos, diminuindo a qualidade dos serviços de saúde e do ensino público, roubando nas reformas de cada um, vendendo o país a retalho: votar PS e eleger António Costa para 1º Ministro.
Tudo o resto são tretas - não há alternativa para tornar o Páf naquilo que é: uma onomatopeia de uma pancada. A pancada da derrota, paf! Depende de nós.
Votar PS - até porque é o partido cujo legado se confunde com o exercício da democracia - é o que faz sentido para todos que querem impedir a continuidade da austeridade e que acreditam na existência de alternativas que permitam que a nossa vida colectiva e a vida de cada um seja melhor, mais digna e mais cidadã.

Com o voto dos portugueses



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Museu dos Baleeiros de Paulo Gouveia


Capa revista "Arquitectos"
Paulo Gouveia, arquitecto
foto, JPBessa
Ampliação do Museu dos Baleeiros
Lajes do Pico, Açores
Paulo Gouveia, arquitecto



domingo, 30 de agosto de 2015

Museu dos Baleeiros de Paulo Gouveia


Museu dos Baleeiros
Lajes do Pico, Açores
Paulo Gouveia, arquitecto

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Convento das Bernardas de Eduardo Souto Moura


Convento das Bernardas, Tavira
Eduardo Souto de Moura, arquitecto
Foto iPhone
    

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