domingo, 21 de fevereiro de 2010

Manuel Alegre, candidato (II)

No mesmo dia em que o valor AMI era deitado fora com a água do bebé, Manuel Alegre apresentava em Coimbra – frente a uma assistência significativamente diversa (onde vi também o Manel da Quinta) – um conjunto de valores e princípios com os quais me identifico e que apoio. Disse assim:

"Não serei candidato para renegar os meus valores, a minha vida e as minhas convicções. Quem quiser apoiar-me terá de apoiar-me tal como sou.
Sou um republicano para quem a ética republicana não se funda apenas na lei, mas na consciência e no comportamento.
Sou um socialista para quem o socialismo, antes de ser uma ideologia e um projecto de poder, é uma ética e um humanismo.
Sou um democrata para quem a democracia deve ser uma vivência transparente e não um jogo obscuro de poder pelo poder.
Sou um patriota para quem Portugal não é um sítio, mas uma história, uma língua, uma cultura, uma identidade.
Não me candidato para promover a queda de governos, nem para governar por interposta pessoa, mas para inspirar o cumprimento do projecto que está inscrito na Constituição : democracia política, democracia económica, democracia social. Mas também uma cidadania moderna alargada à multiplicidade de identidades, à inclusão, ao reconhecimento da participação política aos não nacionais, à não discriminação das pessoas com incapacidades, à protecção das pessoas em situação de dependência, aos novos direitos surgidos dos avanços científicos e tecnológicos, aos novos direitos emergentes, como o direito à segurança vital (água potável, energia, alimentação), bem como o direito à protecção do ambiente, à diversidade de orientação sexual e ao desenvolvimento pessoal.
[…]
"Nós não nos enganamos de combate.
Nós não nos enganamos de adversário.
Nós não estamos aqui por azedume nem por interesse pessoal.
Estamos aqui por um ideal democrático, estamos aqui pela esquerda dos valores, estamos aqui por fidelidade ao combate de toda a vida.
A todos nós exige-se bom senso, espírito construtivo e um grande sentido da responsabilidade.
Para superarmos as nossas diferenças em nome do que é essencial.
Para construirmos a unidade que é o primeiro passo para a vitória.
Eu acredito que é possível e é por isso que estou aqui.
Tal como sou, com uma independência que não tem preço e com princípios que não são negociáveis.
Como um homem livre apoiado por homens e mulheres livres, determinado a lutar e a vencer, com todos vós, por uma nova esperança para a República e para Portugal."


Para Presidente da República quero – como quis nos outros que apoiei e que ocuparam o cargo – cidadãos capazes de traçar uma linha do direito democrático e republicano inultrapassável. Manuel Alegre dá-me essa garantia.

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