sábado, 3 de outubro de 2015

Votar PS


foto Expresso

Só existe uma maneira de tirar do poder aqueles que durante 4 anos nos tornaram a vida insuportável, provocando desemprego e inactivos, diminuindo a qualidade dos serviços de saúde e do ensino público, roubando nas reformas de cada um, vendendo o país a retalho: votar PS e eleger António Costa para 1º Ministro.
Tudo o resto são tretas - não há alternativa para tornar o Páf naquilo que é: uma onomatopeia de uma pancada. A pancada da derrota, paf! Depende de nós.
Votar PS - até porque é o partido cujo legado se confunde com o exercício da democracia - é o que faz sentido para todos que querem impedir a continuidade da austeridade e que acreditam na existência de alternativas que permitam que a nossa vida colectiva e a vida de cada um seja melhor, mais digna e mais cidadã.

Com o voto dos portugueses



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Museu dos Baleeiros de Paulo Gouveia


Capa revista "Arquitectos"
Paulo Gouveia, arquitecto
foto, JPBessa
Ampliação do Museu dos Baleeiros
Lajes do Pico, Açores
Paulo Gouveia, arquitecto



domingo, 30 de agosto de 2015

Museu dos Baleeiros de Paulo Gouveia


Museu dos Baleeiros
Lajes do Pico, Açores
Paulo Gouveia, arquitecto

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Convento das Bernardas de Eduardo Souto Moura


Convento das Bernardas, Tavira
Eduardo Souto de Moura, arquitecto
Foto iPhone
    

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

... Não somos?


Desenrascanço...
Foto do Jornal de Odemira

Somos Formidáveis...


O habitual...sem medida.
Foto Nikon  D300

sábado, 22 de agosto de 2015

Final de Praia


Foto iPhone, Algarve 2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Mergulho de Cachalote no Mar dos Açores


Ilha do Pico, saída de Lajes do Pico
Nikon D300, 500mm


domingo, 26 de julho de 2015

Engravatos

Desenho a ponta de borracha em iPad

Tenho cada vez menos paciência - ou popularmente dito: tenho cada vez menos saco para lhes transportar a tralha - para os enfatuados equipados de gravata brilhante de gosto duvidoso - não longe dos "eléctricos" fatos de treino dos centros comerciais - que nos entram casa adentro para vender - convencidos da sua desmedida importância - um receituário de miraculosas vivências e soluções para todos os males do mundo. 
Acontece que não entendo que mundo veêm, porque livros estudaram ou em que realidades da vida se baseiam. Olhando sem verem, falam-nos de um mundo inexistente fora do palmo do seu nariz. O que significa que têm, objectivamente e sem ponta de vergonha, o papel de escamotear a realidade para servir interesses de quem ganha com as dificuldades dos outros.

Um amigo meu, voluntário da REFOOD - organização (ONG) que recolhe sobras de restaurantes para distribuir pelos mais necessitados - dizia-me que aquilo que o mais choca no trabalho que faz é o facto de ver cada vez mais pessoas com educação escolar elevada, com evidente passado produtivo e inserção social adequada, a solicitarem apoio de comida para si e para os seus.

Este é o mundo da realidade actual que os pedantes enfatuados pretendem esconder com as suas grandiloquências. E por isso a sua pretensão me incomoda violentamente.

Nota final: depois de ter ouvisto - nos diversos canais - uma enorme transcrição ipsis verbis do Chão da Lagoa, devo acrescentar que há também desengravatados sem qualquer vergonha ou respeito pelas pessoas que passam dificuldades graças à "patriótica" política de austeridade. Acrescento, segundo o Diário de Notícias, um dado: cinco famílias são despejadas por dia por rendas em atraso.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Lucidez

Disse José Mourinho:
"[Portugal] No geral, é um país com muitos problemas: sociais, políticos, económicos. É um país com problemas, as pessoas estão a sofrer, houve muitos cortes, os mais velhos têm problemas com as reformas, os impostos são altos, há problemas de salários, emprego, tudo.
Mas o F. C. Porto pagou 20 milhões de euros pelo Imbula e deu um salário incrível ao Casillas. O Sporting está a pagar milhões a treinadores e jogadores. O futebol contraria qualquer situação."
Parece que alguns comentadores terão reagido mal a esta lucidez... deve tratar-se de mais alguns membros ou candidatos à Associação de Espertos de Portugal...

sábado, 18 de julho de 2015

RECADO PARA A GRÉCIA



O provincianismo pacóvio é descarado e abusador. Até quando?

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Atenas em pé de guerra?



Até o FMI percebeu...mas os serviçais enfatuados dos dirigentes europeus mantiveram a obrigação serviçal de obediência aos poderosos.

terça-feira, 7 de julho de 2015

NÃO!



Os Gregos disseram aos serviçais europeus de gabinete que ser grego não é ser camelo.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Grécia afunda-se sózinha?

Grande capa!
The Economist June 20th-26th  2015


Tendências suicidárias comandam a vida?

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pinturas de 10 de Junho


Foto iPhone
Lisboa, S.Mamede


10 de Junho: feriado à parte, a pintura está primeiro

segunda-feira, 8 de junho de 2015

PAF



Um balão cheio de nada a juntar às pápas e aos bolos a julgarem que somos todos tolos.
Lata não falta, estórias de encantar também não!
Arrogância e convencimento em barda num projecto ao agrado da finança internacional que, na espada da dívida, tem a garantia do controlo dominador. E eles, pimba! com PAF! E nós POF para que terminem em PUF!


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Benfica campeão!


Noite dos Campeões
A praça do Marquês de Pombal 
pintada a vermelho.
Foto JPB iPad

Este, o 34º, já está cá. Bravo Campeões!

sábado, 16 de maio de 2015

Sem perdão!


Bomba na Maratona de Boston
Desenho a dedo e de memória em iPad
Publicado a 17 de Abrl de 2013

O cobarde de merda foi condenado à morte.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Senhor da Pedra, Miramar


Senhor da Pedra, Miramar
Foto Luis Bessa, 2014

... e a capela, como uma lapa, continua sólida e bem agarrada aos rochedos há mais de 350 anos.

domingo, 26 de abril de 2015

25 de Abril sempre!

Lisboa, Terreiro do Paço, foto JPBessa
"O telefone tocou às 4 da manhã. Por sorte nem sequer tive pensamentos de susto do tipo morreu alguém! Pensei de imediato que só podia ser o Dário, grosso em qualquer barra de balcão, a lembrar-se dos meus anos (a minha Mãe jura que nasci precisamente a essa hora). Não era, era a Maria João Simões com o habitual sossego na voz:
-- É agora. Ou vai ou racha. Liga o Rádio Clube Portugês. 
-- São de que lado? perguntei a pensar no 16 de Março e a pensar no medo do medo dos acossados.
-- Dos nossos, sossegou-me. Liga o Rádio Clube. Passa palavra.
Passei. Liguei ao meu Pai, ao Dário, ao Xico Sequeira, a quem me lembrei,"


Início do texto Lembranças dos Cravos que escrevi no 25º aniversário do 25 de Abril de 1974.

sábado, 25 de abril de 2015

Nascido a 25 de Abril às 4 da manhã



A minha Mãe preparou, com o tempo devido, o anúncio do meu nascimento - fui o primeiro filho - e assim o disse a Amigos e Família numa pintura à mão - este cartão foi recebido pela minha Madrinha - repetida dezenas de vezes onde só faltava o nome, a data e a hora para preencher ainda em casa dos meus avós, no "carro eléctrico" da Rua Ricardo Severo, número 132, no quarto da 6ª e 7ª janelas. No Porto.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Fachadas do Bairro




foto GeniusScan/iPhone

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Miramar: European Best Destination



E desconhecem eles os banhos inesquecíveis junto ao Senhor da Pedra em tempo de "marés-vivas"...

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mare Cemiterium


Em 1990, o Eduardo Lourenço e eu eramos os dois únicos portugueses presentes em Nápoles, Itália, num Congresso de que já não lembro o título mas que tratava das questões que se colocavam ao Sul da Europa: pobreza, emigração, imigração, formas de desenvolvimento, progresso, etc.
As conclusões, lembro-me, podiam traduzir-se assim: se a Europa não souber participar, desenvolver e ajudar a criar um nível de vida aceitável do outro lado do Mediterrâneo, ver-se-á a braços com problemas de imigração incontroláveis e o velho e civilizacional Mare Nostrum tornar-se-á num cemitério de clandestinos que, procurando a sorte da terra prometida, irão ser explorados por toda a cáfila de bandidagem.
Vinte e cinco anos depois os resultados de uma Europa surda e muda no seu afã de aumentar a riqueza dos mais ricos, estão, infelizmente, à vista.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Nuno Teotónio Pereira premiado

Nuno Teotónio Pereira foi distinguido, após proposta da Ordem dos Arquitectos, com o Prémio Universidade de Lisboa 2015.

O júri, que atribuiu o prémio por unanimidade, considerou que a atribuição do Prémio a Nuno Teotónio Pereira tinha em conta que, "mais do que um profissional brilhante na área da arquitectura, se assume como uma figura ética que, desde sempre, soube afirmar posições de grande vigor cívico. Da sua vasta obra na cidade de Lisboa, que inclui três prémios Valmor, infere-se a sua própria personalidade, marcada pelo constante e pelo intemporal. Nuno Teotónio Pereira é uma personalidade permanentemente comprometida com a necessidade de se construir uma sociedade cada vez mais justa e cada vez melhor."

Como admirador - quer no campo cívico quer no arquitectónico - de Nuno Teotónio Pereira não poderia desejar melhor do que este prémio que honra, antes de todos os mais, a Universidade de Lisboa e a sua cidade para quem Nuno Teotónio Pereira terá sido, nas últimas dezenas de anos, um dos seus mais ilustres pensadores.

Conhecê-lo, lê-lo e com ele conversar sobe os temas que tratam da cidadania e da cidade foi ter sempre acesso a um conhecimento que me possibilitou uma melhor compreensão das coisas e que me abriu novas perspectivas. Olhar, como sempre faço quando por ele passo, para o "Franginhas" é sempre, mesmo depois de tantos anos da sua singular existência, a descoberta de uma nova e culta perspectiva da intervenção arquitectónica urbana.



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Eleição de Mário Soares - MASP


Da varanda do Saldanha, o primeiro discurso como Presidente da República eleito

Faz hoje vinte e nove anos que Mário Soares foi eleito, pela primeira vez, para a Presidência da República no que foi, depois do 25 de Abril o acto mais significativo da Democracia portuguesa. 
Dias depois, na tomada de posse, vi-o em São Bento e já como Presidente empossado passar revista às tropas em parada de passo trocado com a marcha que a banda tocava. Pensei e disse-o para quem estava comigo: Depois disto nunca mais veremos um militar em serviço como Presidente da República.
Era o primeiro passo da civilidade nacional, o paternalismo militar desaparecia definitivamente e iniciava-se uma nova era na Democracia portuguesa,

sábado, 31 de janeiro de 2015

Da PACC ao disparate é um salto

Nada mais assustador do que
a ignorância em acção.
Goethe

Tenho ouvido falar da PACC e das diversos antagonismos que tem criado mas nunca aprofundei o assunto. Mas ontem, no Público, dei com a notícia da prova e com o enunciado de uma das suas perguntas que, aliás, achei e desde logo, pretensiosa e duvidosamente formulada. Mas pior fiquei quando li a pretensão da resposta certa - no momento seguinte estava a escrever o texto que enviei à Directora do jornal. Assim:

Exma Senhora Directora
Li, no Público de 28 de Janeiro, que 78,9% dos professores que realizaram a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, não acertaram na pretendida resposta certa deste problema: 

"O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol. Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar: 
(a) que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes é inferior ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos; 
(b) superior ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos; 
(c) igual ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos; ou 
(d) não se relaciona com o número de grupos diferentes de jogadores efectivos(d)?”

A resposta dada como certa é a da alínea (c): "igual ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos". Será?! E em que pano fica o raciocínio lógico e crítico pretendido para justificar perguntas desta natureza?
Sem entrar em pormenores demasiado finos, mas notando que deveria estar escrito "seleccionador nacional de futebol" - embora podendo ter até sete suplentes o futebol é única modalidade colectiva que a generalidade dos portugueses conhece com 11 efectivos -  podemos dizer que os "grupos diferentes" de jogadores serão: guarda-redes, defesas, médios e avançados.
Sendo a designação dos "seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha" - friso o sem qualquer critério - porque razão é que deveria ser "igual ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos"? De facto tanto pode como pode não ser e, aliás, pode corresponder a qualquer um dos enunciados. Exemplo: ser inferior ao grupo diferente de jogadores com apenas guarda-redes, defesa e médios - o avançado efectivo só estava em campo até ser necessário segurar o resultado; ser superior com guarda-redes, defesas, médios e avançados - dos onze que entraram como efectivos não constava qualquer avançado; ser igual, utilizando os mesmos grupos dos efectivos com guarda-redes, defesas, médios e avançados ou, ainda, não se relacionar com "o número de grupos diferentes de jogadores efectivos" por não haver nem correspondência, nem proporção.
Da maneira como está enunciado o problema a única resposta lógica é a (d) "não se relaciona com o número de grupos diferentes de jogadores efectivos" porque se trata de responder - partindo do enunciado que estabelece a inexistência de qualquer critério restringidor - apenas à estratégia estabelecida pelo seleccionador nacional (de futebol).
De facto uma equipa desportiva formada por efectivos e suplentes não corresponde ao conceito de suplentes, quer na forma, quer na função, utilizado, por exemplo, para pneus de um automóvel. Nada obriga a que os suplentes correspondam aos efectivos nas capacidades funcionais. E não sendo obrigado a nenhum critério que não os próprios, a solução será a que o seleccionador nacional melhor entenda e só por acaso igualará os "grupos diferentes de jogadores efectivos" que se define como solução e estará, de forma geral muito mais próxima do enunciado na alínea (d): "não se relaciona com o número de grupos diferentes de jogadores efectivos". Porque, repito, se relaciona exclusivamente com o entendimento do seleccionador nacional (de futebol).
E depois pretendem que tenhamos confiança...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Da mudança à memória do horror

Os serviçais, na pesporrência do disfarce habitual de grandes senhores, aparecem a dar nas vistas para que os senhores que servem os não esqueçam. O senhor Primeiro faz-se conhecedor e atira com o disparate de "o programa é um conto de crianças, não existe", o senhor da Economia,
convencidote de profissão, mostra-se desconcertado no anúncio moralista de "é insólito que a esquerda radical tenha chegado a acordo com a direita nacionalista" numa tentativa canhestra de disfarce da evidência: a mudança que a vitória do Syrisa significa.
Às preocupações dos senhorecos prefiro, obviamente, o aviso do Prémio Nobel, Joseph Stiglitz de que "a Alemanha é o problema, não a Grécia". 
E lembro que hoje, 27 de Janeiro, passam 70 anos sobre a horrorosa descoberta da verdade de Auschwitz, o campo de concentração nazi, onde foram assassinados, humilhados, torturados e aterrorizados mais de um milhão de seres humanos. Aos sobreviventes, as minhas homenagens no respeito que a memória dos que aí sofreram e morreram me merece.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Os politicamente correctos

“O SILÊNCIO DOS SENSATOS É A MINHA GRANDE PREOCUPAÇÃO”
Martin Luther King
Li no Público de 10/01/2015 na rubrica Cartas à Directora uma carta de um qualquer sensato que vê o mundo ao contrário. Achei que devia responder. Assim fiz e enviei a carta que segue para a Directora do Público. Não foi publicada. Ela lá saberá porquê. Aqui fica:

"Não sou Charlie", pois eu sou!
Ignorando o custo do avanço civilizacional dos caminhos da História que nos trouxeram até à Declaração dos Direitos Humanos, à defesa e exercício da Liberdade e ao domínio da Democracia, JN (Cartas à Directora, 10/01/2015, "Não sou Charlie") pretende, sem o referir mas deixando-o inferido no moralismo de embrulho que lhe mascara o preconceito, que seja a censura a regular o nosso dia-a-dia.
Como resulta à evidência do escrito, JN fará parte do grupo dos "estavam mesmo a pedi-las" onde também se juntam os que entendem serem as mulheres as culpadas das suas próprias violações, as crianças culpadas das violências pedófilas, os judeus culpados dos campos de exterminação nazis e, naturalmente e como defende, os cartunistas do Charlie Hebdo como responsáveis do banditismo cobarde dos fascistas teocráticos. Estavam mesmo a pedi-las...
O autor do "Não sou Charlie" vê o mundo estupidamente ao contrário. O que é um perigo, como nos lembrou Cipolla ao avisar que a pessoa estúpida é o tipo de pessoa mais perigosa que existe."


sábado, 10 de janeiro de 2015

O que é isto? Onde estámos?

A propósito da audição, à porta fechada e na Assembleia da República, do contabilista GES/BES, escreve o Público de 9 de Janeiro:

"Negrão acusou os assessores de serem os autores da "inconfidência", e recebeu do coordenador do PSD, Carlos Abreu Amorim, uma advertência pela acusação infundada. Ainda assim, Negrão exigiu que os assessores presentes desligassem os telemóveis e os computadores."
Sob o mesmo propósito, escreve o jornal i:
"Na audição de ontem, aliás, e após algumas informações terem sido passadas para o exterior, o presidente da comissão parlamentar pediu aos deputados que desligassem os telefones."
De um lado assessores do outro deputados, a mesma causa: "bufar" para o exterior com novas tecnologias o que foi considerado interno; para uma mesma consequência: mando de desligar os telemóveis.
Sem saber se os acusados foram, verdadeiramente, os assessores ou deputados, duas coisas sei: tratava-se de uma audição parlamentar na Assembleia da República e da audição, sem testemunhas exteriores, houve passagem de "contrabando" para o exterior.
O que é isto?! Então os senhores presentes nas salas de audições de porta fechada regem-se por outros interesses que não os da Casa da República? Que gente é esta que admite no seu meio gente que tem por norma servir senhores que não conhecemos? Que raio de ética é esta em que alguém se sente importantíssimo por transmitir aquilo que não deve ou não pode? Com que retorno?
Depois admiram-se que as pessoas achem que os políticos, nomeadamente parlamentares, não passam de uma "canalha" que só está lá para se servir e nunca para servir aquilo com que se comprometeu.
E só há uma forma de limpar esta imagem: um inquérito que defina quem "contrabandeou" o que não devia porque é tempo da marca da decência estar presente em cada gesto dos eleitos da República.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE

Desenho iPad

Minuto de silêncio na Praça do Município de Lisboa  em simultâneo com Paris
foto iPhone  jpb 


Praça dos Restauradores, Lisboa
foto iphone jpb 


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE


Desenho em iPad

sábado, 3 de janeiro de 2015

A frase de 2014

O Papa Francisco exigiu na cerimónia das Vésperas e Te Deum realizada a 31 de Dezembro de 2014 que:
"É preciso servir os mais fracos e não servirmo-nos deles”

Esta frase, que elejo a "melhor de 2014" porque é justa, clara e interventiva e define uma direcção sem ambiguidades, deveria ser lema - escrito nas paredes dos gabinetes, nos corredores de passagem, nos átrios de entrada - para 2015 para todos aqueles que têm poder de decisão. Seria bom que os emproados dos governantes - os nossos que passam a vida a fazer-se passar por tementes e outros que têm a ver com os nossos - soubessem adequar as suas decisões ao preceito papal e não ao jogo de interesses - tão importante que sou, julgam-se - de que gostam de fazer parte. Portugal, a Europa e o Mundo ficariam melhores.
Ao dizer como disse, o Papa Francisco estabeleceu um patamar onde a dignidade humana tem lugar preferencial, colocando a caridadezinha - essa forma tão ao gosto de nossos governantes e mandantes - fora de qualquer nível decente de intervenção no domínio dos direitos sociais. 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A conivência alarve de um político

O sr. Joaquín Almunia, espanhol, Vice-Presidente da Comissão Europeia e seu Comissário para a Concorrência no mandato de 2010 a 2014 disse, no programa Observatório do Mundo - filme de Arpad Bondy - transmitido pela TVI 24 às 01h16 de 31/12/2014, a propósito das exigências a que obrigaram os contribuintes europeus - falamos principalmente de irlandeses, cipriotas, portugueses, gregos e espanhóis - para a "salvação" do sistema bancário europeu, esta alarvidade:


"We can not be alone telling the truth." 
      (não podemos estar sózinhos a dizer a verdade)


Joaquín Almunia, Observatório do Mundo, TVI24,
filme de Arpad Bondy 

E como alarvidade não fica isolada, riu-se alarvemente da alarvidade que disse.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Farto de Coelho? Bom 2015!


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Natal Bessa, clã Raul


À nossa saúde
foto iPhone

Apesar de faltarem ainda alguns - a necessária divisão por diferentes famílias... -  e de todos os netos e sobrinhos netos - andam a brincar por outros lados - não aparecerem para a fotografia, é uma amostra de 30 no Jantar de Natal dos Bessa, clã Raul, que se juntou, neste 25 de Dezembro de 2014, na Aguda, no restaurante da minha irmã Chica. O perú e acompanhamento estava o habitual - de grande categoria. 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Resultado das privatizações

Nota em quadro de madeira


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O jogo de interesses


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Esquinas da Cidade


Lisboa. foto iPhone

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Muro de Berlim



Tive a possibilidade de assistir em Berlim - com o António Costa e o António Manuel - às primeiras eleições da Alemanha unificada. Com o SPD - Partido Social Democrata Alemão - participamos em reuniões, comícios, distribuição de documentos, panfletos, visitas a isto e áquilo. Principalmente na zona berlinense da RDA e sua periferia e tive então a possibilidade de visitar diversos locais do Muro e, claro!, estive na Porta de Brandemburgo e no mítico Checkpoint Charlie. Conheci o bairro que foi dos agentes da STASI e percebi, pelos diversos locais que visitei, muito do que seria a vida do quotidiano dos alemães de Leste. Hospedaram-nos num hotel utilizado pela nomenklatura do antigo regime - o quarto de banho do quarto tinha o tamanho de um quase ginásio.
Lembrei-me dessa visita nestes 25 anos de comemoração da Queda do Muro de Berlim. E lembro os receios, nomeadamente do líder do SPD, Oskar Lafontaine, do que representaria a unificação das duas Alemanhas e o poderio que, na Europa, poderia representar para além das memórias que poderia ressuscitar. E das suas preocupações sobre os custos de uma reunificação liberal e mal preparada e do seu legado potencialmente perturbador para o equilíbrio europeu.  Levou alguns anos para que percebesse esses receios que, na altura, me pareceram despropositados - o custo não parecia exagerado vistas as vantagens - face à liberdade que se garantia a uma imensa população - com as consequências óbvias nos países satélites dos soviéticos.
Desta viagem guardo excelentes recordações e ainda lembro, quando se falava no retorno da capital a Berlim, a resistência que os membros do SPD faziam pela relação que esse facto poderia estabelecer com a Alemanha hitleriana e responsável pelas atrocidades da II Guerra Mundial. 
A Guerra deixa fantasmas e desconfianças.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A mixórdia


Cartoon de Rodrigo

A mixórdia que o senhor ministro da defesa tem andado a cozinhar.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos



foto de Luis Rocha

Por casualidade poucos dias depois da Sessão Evocativa que fizemos ao Vasco Massapina (209/57) fui convidado pelo Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos para fazer o seu elogio na cerimónia de entrega da distinção de Membro Honorário que, a título póstumo, lhe foi atribuída. No discurso de agradecimento de outro dos distinguidos - Manuel Correia Fernandes, actual Vereador do Urbanismo do Município do Porto - disse palavras muito simpáticas e significativas sobre o Vasco. Como membro (desde 2008) do Conselho Nacional de Delegados da Ordem tive lugar na Mesa da Cerimónia e esta foi a minha intervenção:

"Senhor Presidente da Ordem dos Arquitectos, João Santa-Rita
Senhores Membros Honorários da Ordem dos Arquitectos
Colegas Arquitectas e Arquitectos presentes
Minhas Senhoras e meus Senhores, Isabel, Pedro
Conheci o Vasco Massapina há cinquenta e sete anos e alguns dias mais - foi em Outubro de 1957 na camarata da 1ª companhia do Colégio Militar. Como lembra nas palavras que dedica, como refere, a este "seu amigo de sempre" no seu livro "O Risco do Arquitecto, Interesse Público e Autonomia da Profissão", fomos colegas em vários caminhos e encruzilhadas. E por esses caminhos e encruzilhadas sempre o reconheci como homem de carácter, culto, inteligente, amigo do seu amigo, solidário, camarada, disponível e coerente entre o dizer e o fazer. Um bom amigo de quem tenho saudades, um bom colega de profissão com quem partilhei as paixões que nos fazem Arquitectos.
E é por isso, por ser seu amigo de sempre e ter, com ele, partilhado caminhos e encruzilhadas que me sinto particularmente honrado com a possibilidade que me é dada de fazer o seu elogio nesta sessão de atribuição da distinção de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos.
Arquitecto desde 1972 pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, Vasco Massapina é membro nº 648 desta Casa e nº 45 do Colégio de Especialidade de Urbanismo. Foi Presidente do Conselho Directivo Regional Sul da Associação dos Arquitectos Portugueses entre 1993 e 1995 e Vice-Presidente do Conselho Directivo Nacional da Ordem entre 1996 e 1998. Foi ainda membro, com o número 46, da Associação dos Urbanistas Portugueses da qual foi vice-presidente e é Membro Honorário.
Em 1981 fundou com o seu irmão João Vicente, arquitecto, e a mulher, escultora, Isabel Lhansol, o "Atelier Cidade Aberta, Arquitectura, Planeamento e Artes Plásticas" por onde passaram amigos como Jorge Costa Martins, Jorge Kol de Carvalho e Luís Manuel Pereira e que se continuou com os seus filhos arquitectos João e Bárbara e o genro, também arquitecto, Pedro Vaz.
Funcionário público da Direcção Geral dos Serviços de Urbanização desde 1972, atinge em 1992, por concurso e na categoria de "ordenamento do território", a categoria de Conselheiro do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes onde preside à 3ª secção  "Urbanismo e Edifícios". Foi também Vogal do Conselho Consultivo do Instituto Português do Património Arquitectónico, IPPAR, onde, já depois de reformado, continuou, em regime pró-bono, a prestar serviço.
Foi ainda membro do Bureau executivo da Federação Internacional de Urbanismo e Ordenamento do Território e, em representação do Governo português de então, Perito do Comité Consultivo para a Formação no Domínio da Arquitectura na União Europeia. Recebeu a Medalha do Colégio Oficial de Arquitectos de Madrid e foi Académico Correspondente da Academia Nacional de Belas Artes.
Como professor convidado da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa leccionou de 1997 a 2002 a cadeira de Urbanismo II, deixando aí uma reconhecida marca qualitativa muito própria, 
Integrou ainda a Comissão Executiva dos Banhos de S.Paulo que dirigiu o processo de instalação da sede nacional no edifício dos Banhos de S.Paulo, inaugurada, como nos diz a memória e lembra a placa do átrio de entrada do edifício, em 21 de Novembro de 1994 - passam agora vinte anos.
Deixou, entre outros, dois planos marcantes - o "Plano de Salvaguarda de Beja" e o "Estudo de Preservação e Renovação Urbana de Ponte de Lima" - que, hoje ainda, quando lidos ou estudados proporcionam valiosos ensinamentos na arte de bem fazer.
Se ainda estivesse entre nós, Vasco Massapina - pelo que afirmou e lutou em nome da Arquitectura e dos Arquitectos, pelos valores que defendeu numa vida plena - estaria, posso afirmá-lo com convicção, na primeira-linha desta luta que os Arquitectos hoje travam contra o jogo de interesses, contra a iliteracia e contra a indigência cultural que representam as Propostas de Lei Nº 226/XII e Nº 227/XII que o Governo pretende fazer aprovar.
Estaria o Vasco Massapina, como tantos outros nesta sala e como sempre se mostrou, disponível para dar o seu melhor neste combate que, ultrapassando a mera visão corporativa, se afirma contra o abuso daqueles que confundem arquitectura com construção, desenho com ocupação espacial ou urbano com aglomeração. 
Ao atribuir ao Arquitecto Vasco Massapina a distinção de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos, o Conselho Directivo Nacional da Ordem honra a memória dos que, ao longos dos anos, construíram e pertencem a esta nossa Casa. 

João Paulo Bessa
Ordem dos Arquitectos, 30 de Outubro de 2014"

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Evocação do Vasco Massapina

Foto de Silva Alves
Organizada pela Família e com o apoio da Ordem dos Arquitectos realizou-se na sua Sede dos Banhos de S.Paulo uma Sessão Evocativa do Vasco Massapina (1947-2012). Numa sessão muito participada - Auditório Nuno Teotónio Pereira cheio de Amigos, Arquitectos e Ex-alunos do Colégio Militar - intervieram o Presidente da Ordem dos Arquitectos, João Santa-Rita, Elísio Summavielle, Fernando Pinto, Helena Souto, João Soares, Luis Carvalho, Luis Pedro Cerqueira, Pedro Guimarães, Pedro Vaz - em representação da família - Rui Rasquilho e eu próprio.
Coube-me nesta evocação, o nosso tempo comum com início em 1957 no Colégio Militar. Este foi o meu texto:

Exmas Senhoras e Senhores. Amigos do Vasco
A memória tem uma enorme vantagem: enquanto existe não deixa esquecer. E nós, camaradas do 209 de 1957, colegas do arquitecto Vasco Massapina, amigos do Vasco, não o esqueceremos. Generoso, amigo do seu amigo, diligente, inteligente, culto e disponível temo-lo hoje, como o teremos amanhã, na nossa memória. Com saudade feita de longa amizade.
Conhecemo-nos já vão 57 anos e dez dias...
... nesta camarata da 1ª Companhia onde, no dia da entrada, fazíamos a cama pela primeira vez. Separavam-nos duas, três camas; ficámos na mesma turma. 
Começava assim o ano de "Ratas" numa vida de fardas, de formaturas, de paradas militares. De continências.
Iniciávamos então a construção de uma marca indelével de uma forma de ser, de uma forma de encarar a vida, de uma forma de estar no mundo. De uma solidariedade chamada camaradagem assente em valores tão claros como simples: não deixar ninguém para trás, nunca ser canalha, respeitar os valores da honra, da dignidade e da decência. Olharmo-nos de frente e assumirmos as nossas responsabilidades.
O Vasco sempre gostou de cumprir. E fazia-o de forma inteligente e imaginativa: por "ordem de serviço" éramos obrigados a escrever todas as quartas-feiras para a família. Uma chumbada, uma dor de cabeça na invenção do nada para dizer. Excepto para o Vasco: nas cartas que escrevia relatava os nossos jogos de futebol do campeonato inter-turmas para terminar a missão com um definitivo não tenho mais nada para contar. 
O Vasco gostava de se fardar bem, de aparecer de botas altas de equitação. Sempre impecavelmente alinhado - o Martiniano Gonçalves lembra que gostava de lhe cravar cigarros porque eram os únicos que saíam direitos dos bolsos - tinha uma postura permanente de elegância. Que lhe ficou para a vida.
No Desporto que o Colégio tornava obrigatório: a esgrima, o tiro, a equitação, a ginástica, o atletismo - levando-nos à prática do Pentatlo Moderno de que não conhecíamos existência, o Vasco, como tantos de nós, ainda fazia questão de pertencer às equipas representativas colegiais que disputavam os campeonatos da salazarista Mocidade Portuguesa.
Também gostava muito de cavalos e embora - por evidente estupidez nas prioridades do então responsável - não tenha feito parte da Escolta a Cavalo colegial, montava bem e tinha artes - como mais ninguém, aliás - de conseguir, nas diversas vezes que qualquer castigo o proibia de saída ao fim-de-semana,  o direito a um "cavalo de serviço". E então, com o Francisco Cardoso de Menezes a cronometrar, fazia da pista de atletismo o hipódromo de todos os sonhos.
De mais aulas, de menos aulas, mais formaturas e mais paradas, borgas e desatinos, chegámos ao fim do curso marcado pelo Baile dos Finalistas. Aos próximos avisou: deixem-se de palermices, nada de parvoíces, hoje vem cá a Isabel!
Gostava de fardas o Vasco, pensou em ir para a Marinha - farda azul no inverno, farda branca no verão - mas a Isabel, a caminho das Belas-Artes, levou-o, pelo amor de uma vida e para sorte nossa, a preferir Arquitectura.
Acabado o 7º ano - onde ambos pertencemos, no fundo da hierarquia, ao notável clube dos "furriéis" - o Vasco manteve sempre uma enorme e apaixonada relação com o Colégio e a nossa Associação de Antigos Alunos. Muitas vezes passava lá as manhãs de sábado a ver, orgulhoso, os netos nos treinos do Pentatlo.
Ao desafio do então Director colegial, Raúl Passos, para projectar um novo e complexo pavilhão desportivo que respondesse às actuais necessidades da formação desportiva de excelência, organizámos uma equipa peculiar: só podiam participar profissionais ex-alunos do nosso curso e nossos filhos. A nós juntaram-se o Adão da Fonseca e o Santos Coelho e os nossos filhos, o João Massapina, arquitecto e o Raul Bessa, engenheiro. E com a generosidade que punha em tudo que fazia, ao pró-bono dos projectistas, juntou o serviço do seu gabinete. Projecto que está pronto e à espera da inteligência de melhores dias para ver a primeira pedra.
E dessa sua permanente disponibilidade ainda resultaram, a pedido da nossa Associação, o anteprojecto do Colégio Militar de Timor e a reabilitação do Quartel da Formação para, a exemplo das "meninas de Odivelas", construir o nosso lar social.
Durante anos rimos - como gozávamos com o ar jamesbond de o "risco ser a nossa profissão" - e tivemos, longas, divertidas e interessantes conversas sobre políticas, politiquices, exercício da profissão, arquitecturas, urbanismo e, principalmente, sobre a mútua paixão da Cidade - essa obra-prima da capacidade do ser humano. Sempre disponível para a intervenção cívica e profissional, participamos, juntos, em muita actividade.
Por seu desafio e insistência - "a Ordem precisa da tua experiência", dizia - tenho sido nos últimos anos membro do Conselho Nacional de Delegados desta casa.
Gostaria assim por tudo o que nos liga que nós, camaradas do 209 de 57, trouxéssemos da nossa outra casa que será sempre do Vasco e para esta outra casa onde o Vasco  é membro honorário, a nossa saudação tradicional:
Senhores ex-alunos, de pé!
Pelo 209 de 57, pelo arquitecto Vasco Massapina, pelo nosso amigo Vasco: Zacatráz! Zacatráz! Zacatráz!
Zacatráz! Zacatráz! Zacatráz!
Zacatráz! Zacatráz! Zacatráz!
Ala, Ala! Arriba
Ala, Ala! Arriba
Allez, Allez à votre santé!


  

  


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

5 de Outubro

Convidado pelo Presidente fui às Comemorações do Dia da República na Câmara Municipal de Lisboa. Sentado na galeria junto de outros convidados vi chegar o Primeiro-ministro que, passando-nos na frente - literalmente en passant - lançou displicente: Bom dia. Como estão? Não resisti e lancei: Mal!, enquanto que o homem se refugiava na área dos gabinetes. A lata: com ar como se nada fosse, pergunta como se fossemos todos íntimos, como estão?! E com a governação que comanda havíamos de estar como? Bem?!    
Ouvi António Costa, a propósito da necessidade de preservar a memória, exigir a volta dos feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro. E prometendo que Lisboa continuará a festejar um e outro com festejos adequados. Respondeu-lhe uma enorme salva de palmas - a única da sessão.
Depois falou Cavaco Silva. E por maior respeito republicano que possa ter por um Presidente não posso deixar de lamentar o teor e o tom do seu discurso. Pretensioso e fingido a deixar, no final, uma única e possível questão: E que fez Vossa Excelência com o imenso poder de que tem desfrutado ao longo de anos para evitar os males que nos apresenta como suas preocupações?  Um homem que passou anos no poder como primeiro-ministro e agora como presidente sacode, olímpicamente, a água do capote de culpas próprias para, qual extra-terrestre recém-aterrado, desatar a malhar por tudo quanto representa a sua acção e o seu pensamento político. Quer dizer, o homem mascara-se e rejeita qualquer responsabilidade pela actual situação. Quer como Presidente da República, quer como Primeiro-Ministro. Ou seja: nada tem com isto. Chegou agora...
Quer dizer que o que disse está errado? Nem por isso, mas faltou-lhe a dignidade corajosa de dizer que era parte do estado a que as coisas chegaram - que diabo, Cavaco Silva tem ligações ao poder de maior capacidade decisória durante quase vinte anos nos últimos 34 anos.
Acabada a cerimónia saí com Eduardo Lourenço, cumprimentámos António Costa, e fomos procurar um táxi - uma trabalheira em dia de Maratona - apanhável apenas próximo da Casa dos Bicos. Na volta, já sem a ajuda da sempre estimulante conversa deste camarada do Colégio Militar, perguntei, á vista de uns quantos de passo de corrida pesado, a um polícia: a que horas passaram os primeiros atletas? Ás 11 menos um quarto, respondeu. O relógio marcava 1 menos dez...

De povo, nada. O festejo da República fez-se sem povo. A praça da ovação da República não tinha o povo republicano que a defende. A História, na distração das nossas preocupações, está a perder-se neste jogo de apagamento forçado.

domingo, 7 de setembro de 2014

Inadmissível!

Um desenho repetido a repetir o que se repete
A derrota futebolística de hoje com a Albânia é inadmissível. E deve exigir responsabilidades e explicações. A quem comandou e a quem deu aval.

A Albânia conta muito pouco no mundo do futebol - ocupa o 67º lugar do ranking da FIFA a 704 pontos de Portugal que ocupa o 11º posto. Uma diferença abissal entre uma equipa com pretensões - a nossa - e uma equipa que conseguiu a sua terceira vitória em 43 jogos internacionais - a Albânia.

O que mais incomoda é o ar de formidáveis, de se pensarem supervedetas e serem incapazes - como já se viu no Mundial - de estabelecer as diferenças necessárias dentro do campo, nesse espaço onde as categorias se demonstram. O que incomoda é a mais do que demonstrada incapacidade de cumprir as exigências desportivas de uma modalidade colectiva. O que incomoda ainda é a falta de revolta perante o rame-rame que vamos desenvolvendo como se o direito da derrota pertencesse aos adversários.

Depois segue a conversa do costume sempre incapaz de encarar as coisas de frente. E a frente é esta: não expressamos talento suficiente para pretender uma selecção com pretensões a lugares mundiais de relevo.

E, continuando assim, sem procurar para encontrar, num faz de conta de azares - dos ais e os quase... - será cada vez pior. O mito do futebol português cairá pela base do que começamos a adivinhar no campo e nas secretarias.

Com óbvia pena de quem o gosta de ver bem jogado. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Atleta


Atleta, Conceição, Tavira
Nikon D300

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Gatos em férias


Nina da Ria Formosa, Knight de Campo de Ourique e Percy Vale D'Asseca em férias

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