sexta-feira, 4 de abril de 2014

Quanto mais...


Sabedoria popular, desenho em papel

terça-feira, 1 de abril de 2014

1 de Abril


desenho em iPad

segunda-feira, 31 de março de 2014

A luz ao fundo do túnel

Desenho em iPad

sexta-feira, 21 de março de 2014

Vão durar muito?



Depois de ter ido, chega e diz: estou a caminho da sabedoria. Óptimo caminho da sabedoria este, depois de ter deixado famílias à míngua e ter partido para outra casa a garantir que os dias do mês são muito mais pequenos do que o salário internacional que recebe. E não satisfeito cita um americano para dizer que tudo vai continuar como dantes porque "é mais fácil fazer do que desfazer" (cito de cor). Claro que é assim senhor ex-ministro, mas por razões contrárias às boas intensões que o senhor pretende que transporta. É, aliás, por saber isso, porque a corporação dos interesses não deixa mudar o que decidiram impor a favor dos interesses do comando financeiro mundial, é que o actual Governo decide às escondidas. E nós cada vez piores... Embora outra luminária venha dizer que piores sim, mas que Portugal está melhor...
Mesmo quando o pretencioso do senhor PM - do qual não se conhece qualquer produção intelectual relevante - entende tratar os autores do Manifesto como "aquela gente" a que se juntou mais uma data de gente intelectual e culturalmente capazes a dizer que o caminho que seguem estes bandos neo-liberais não tem saída, que é errada a solução, digo eu, dos defensores dos interesses instalados da venda a retalho e da diminuição - para óbvia submissão - da qualidade de vida a que se junta o brutal desaparecimento do rendimento descricionário da classe média atirada para o canto das coisas sem utilidade.
E pior ainda, é que os temos de aturar com aquele insuportável ar grave de bem falantes convencidos.
E vamos ter que os aturar durante muito mais tempo?

quinta-feira, 13 de março de 2014

D. José Policarpo (1936/2014)

Conheci D. José Policarpo em Roma em salas e corredores de espaços do Vaticano quando lá fui para a mudança de posição do túmulo de João XXI, o nosso Pedro Hispano, na Catedral de Viterbo em Março de 2000. Numa das conversas de corredor e a propósito do livro comemorativo pelo qual eu tinha sido responsável, disse-me: olhe que eu não sou dom, você cometeu um erro. Ainda não sou o Patriarca de Lisboa. Que não é erro, disse-lhe eu, não é, mas vai ser dentro de dias e é como se já fosse. Sim, mas não devia pôr dom... Com a continuação da conversa fiquei logo com a ideia que estava perdoado.
Participamos em boas, grandes e interessantes conversas que prolongavam - com as devidas interrupções pela sua necessidade de fumar um cigarro - as refeições, sempre rodeados por batinas debroadas com diferentes cores de filetes de altos dignatários eclesiásticos.
Encontramo-nos uma e outra vez em cerimónias públicas. A última vez na Sé, ele para uma cerimónia e eu para uma nova visita.
Sempre o vi como pessoa culta, tolerante e atento ao mundo. Boa pessoa. Foi bom tê-lo conhecido. 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Incêndio em Lisboa

Foto de iPhone

Por cima de minha casa passava uma nuvem de faúlhas vindas de um incêndio num prédio em obras da Rodrigo da Fonseca.
Autotanques, escadas, mangueiras de quilómetros a ir buscar água onde melhor desse, bombeiros para cima e para baixo, carros da polícia de luzes a girar para parar o trânsito já reduzido na hora tardia, gente a sair para a rua, um hotel a esvaziar. Receios nos prédios e ruas vizinhas. 
Um alívio quanto tudo acabou.

terça-feira, 11 de março de 2014

Desporto português e a síndrome da Alice

O Desporto português precisa de uma profunda reformulação. Porque tem poucos atletas e resultados fracos. E não porque sejamos poucos - na Europa somos um país de média população, estando na 13a posição entre os 47 países europeus - mas sim porque o nosso sistema desportivo está desfasado do tempo e do espaço daqueles com quem nos comparamos. Começando logo pelo nosso muito reduzido número de atletas federados...

O sistemas desportivo português, pode dizer-se, sofre da Síndrome da Alice: tem dificuldades em saber onde está e não parece saber para onde quer ir. Porquê? Porque vive de misturas e confusão de conceitos. No fundo, o sistema desportivo português traduz a iliteracia desportiva em que fomos educados apimentada pela memória do orgulhosamente sós de antanho que nos retira lucidez de análise sobre o que nos envolve e nos atira para a elaboração teórica numa procura de conhecimento desfasado e que não cuida do saber das práticas.

O sistema desportivo português não tem qualquer estratégia definida que permita às suas diferentes organizações saberem o caminho a percorrer e os objectivos a atingir. Vivendo ao sabor de ventos e marés, o Desporto português vê- se confrontado, sem um rei ou um roque que o proteja, com medidas ora desajustadas - algumas delas violadoras dos direitos e da dignidade humanas - ora desfocadas para as capacidades que temos e para a realidade que somos. Que fazer?

Por onde começar?! Por atacar as confusões - algumas semânticas, outras comportamentais - que, aumentando o ruído, minam o Desporto. O Desporto é para todos? Não! É para quem pode e dentro destes será para quem quer. O Desporto dá saúde? Não, o Desporto é para quem tem saúde - por isso, para a sua prática, se exigem exames médicos. O que é isso então de Desporto? É superação, é a procura do melhor resultado comparado no nível internacional, é a procura de limites enquadrada na ética desportiva e nas regras e regulamentos das diversas e diferentes modalidades. Desporto é o caminho do Olímpo.

Correr numa pista à procura do melhor tempo na luta comparada com outros atletas é diferente de correr no paredão com vista para o mar e com o propósito de manter uma boa condição e um saudável modo de vida. Actividade Física é o caminho do bem-estar.

E aqui, em Portugal, temos a designação legal de Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto. Quer dizer: legalmente, estabelecem-se dois domínios diferentes. Diferença a que ninguém parece ligar seja o que for. Distinção que não se faz e não parece pretender-se, deixando entender o Desporto como o espaço do tudo o que mexe, qualquer coisa a que todos - como é possível?! - temos direito. Porquê? Porque é mais fácil - junta-se um punhado e faz-se uma actividade que se propagandeia aos sete ventos, tudo de braços no ar, como de enormes melhorias desportivas, reduzindo o mundo competitivo ao espaço do vizinho; junta-se uma malta, faz-se uns treinos e, como os resultados não contam, somos todos altamente competentes; porque é economicamente mais rentável para os interesses envolventes.

Neste faz-de-conta, esquecemo-nos que Desporto é uma coisa e que Actividade Física é outra e que, para a melhoria do Desporto português, urge esta decisiva separação de conteúdos e formas. Que já existe na denominação da Lei...

A qualidade do Desporto mede-se pelos resultados comparados obtidos, a qualidade da Actividade Física pela quantidade de acções realizadas e pela quantidade de utências que integra. No primeiro campo vivem os atletas, no segundo os praticantes. Em dois mundos paralelos que apenas se assemelham nas aparências.

E esta divisão - Desporto/ Actividade Física - proporcionará o desenvolvimento ganhador das duas áreas, num win-win de melhoria de resultados desportivos e de um maior interesse pela prática da actividade física - com a consequente melhoria das condições de vida e saúde da generalidade da população. Possibilitando então que as Federações Desportivas se dediquem, sem desperdiçarem o seu tempo e energias em actividades marginais, à sua mais importante missão: criar as condições necessárias que permitam que os seus atletas possam competir em condições de igualdade com atletas de outros países. Para o que também se deve possibilitar que as Federações desportivas de índole "amadora" possam, à semelhança das "profissionais", separar internamente o Desporto de Rendimento - de onde vêm os atletas para as selecções nacionais - do Desporto federado de características mais lúdicas. Ou seja: que o Desporto de Rendimento não tenha que carregar a pesada mochila dos interesses do Desporto à porta de casa - porque são e devem ser, dois mundos distintos.

Outra alteração decisiva para o desenvolvimento e melhoria do Desporto português trata da mudança, na forma e no conteúdo, daquilo que designamos por Desporto Escolar, integrando-o no percurso de formação dos atletas, aproximando-o dos clubes e do apoio das Câmaras Municipais ao estabelecer um triângulo - Escola, Clube, Câmara Municipal - que tratará do Desporto em Idade Escolar, evitando assim as especializações precoces federadas com desistências também precoces que o actual modelo desportivo incentiva. Ao contrário, este Desporto em Idade Escolar possibilitará uma formação desportiva multidisciplinar que permitirá a eclosão e detecção de talentos e diminuirá, pelo aumento de oportunidades, o número de excluídos ou auto-excluídos. E, simultaneamente e com programas capazes, criará a desejada habituação à prática da Actividade Física que se pretende válida para o resto da vida.

Resumindo: os passos a incrementar para o desenvolvimento desportivo português exigem, de imediato, a separação, definindo dois campos distintos, do Desporto - onde caberão as Federações Desportivas de Utilidade Pública - da Actividade Física onde caberão toda a sorte de associações que pautam o seu interesse pelos aspectos lúdicos e de lazer do melhoramento da condição física como contributo para a melhoria da saúde física e psíquica do corpo humano; um outro entendimento do Desporto Escolar, integrando-o na área de formação do sistema desportivo e alargando os seus horizontes para um Desporto em Idade Escolar; e, finalmente, colocar no centro das preocupações do Desporto, não os variados interesses que o dominam, mas o Atleta, a sua formação e preparação, a sua carreira e o seu pós-carreira e procurando nas Universidades o apoio científico necessário ao desenvolvimento do seu rendimento competitivo.

(publicado no 29º aniversário do jornal desportivo O Jogo)

domingo, 2 de março de 2014

Mário Coluna (1935-2014)



Mário Esteves Coluna. Mário Coluna. Senhor Coluna.
Vi-o, felizmente, jogar vezes sem conta: pelo Benfica e pela Selecção. E gostava daquela autoridade suave, da forma como comandava jogadores e, principalmente, da forma como comandava a equipa. Um capitão extraordinário. Respeitadíssimo. Dentro e fora do campo, por companheiros e adversários.
Da bancada sentia-se o seu comando, a sua autoridade no comando do movimento, nas alterações de ritmo, na escolha do tempo que construia a vitória. Enorme capitão Coluna.
Com o que o via fazer, com o que lhe ouvia dizer, fui aprendendo e aprendi muito com ele para poder ser capitão de equipa - fui-o no futebol do Colégio Militar, no rugby do CDUL durante dez anos, no ténis do Clube das Olaias e, ainda, indigitado capitão da Selecção Nacional para a digressão a Inglaterra a que não pude ir por me ter lesionado. E procurei sê-lo de acordo com o que lhe observei e que com ele aprendi. Comandar sem abusar, impor regras competitivas sem desrespeitar companheiros, encontrar os melhores caminhos para a vitória.
Tive uma vez oportunidade de lhe dizer: Você é um Grande Capitão! Aprendi muito consigo. Sorriu-me.
Mário Coluna é uma figura superior do Desporto português e fIco muito satisfeito com a forma como o SL Benfica lhe soube prestar homenagem, agradecendo-lhe o enorme contributo para o engradecimento da imagem do clube e mantendo-o vivo na memória dos benfiquistas.
Que a memória nos relembre o exemplo. Desportivo e de cidadania. 
Mário Coluna, o Monstro Sagrado.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

De pernas pró ar

Ando, desde há tempos, a magicar sobre o porquê do Governo, sempre que pretende atingir um objectivo, lançar acções que produzem sempre o efeito contrário daquilo que dizem pretender. Descobri agora, vendo as fotografias do Coliseu, que as acções são propositadamente para levar ao contrário dos objectivos pretendidos. Num, eventualmente, excesso de transparência, tudo ficou claro no Coliseu.

Dos jornais

Veja-se: no painel do fundo, atrás do senhor que avisa, está escrito Acima de tudo! com ponto de exclamação e tudo. E por baixo - abaixo de tudo? - Portugal. Acima de tudo com exclamação e com Portugal por baixo? Se queriam transmitir a ideia de que os move é Portugal, as suas gentes e o seu bem-estar e condições de vida sustentáveis para todos os portugueses a frase deveria ser ao contrário: Portugal, acima de tudo! Assim, de pernas para o ar em cuidada inversão, na hierarquização pretendida, louva-se a coerência da politica do Governo que o PSD suporta e apoia na pessoa do seu Presidente transformado em Primeiro-ministro: ao contrário.
Ou seja e como imagem de marca: um misto de demonstração de vontade de poder e ignorância para produzir o contrário do que dizem pretender.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O saber deve ocupar lugar...






Como se não bastasse a falta de explicações sobre o programa "Foral" e as relações com a Tecnoforma e a NTM para uns programas para preparar pessoal para aeroportos inexistentes ou ensinar pessoal das autarquias - nomeadamente arquitectos - para saberem lidar com uma qualquer pretensa obrigação comunitária, tinha que vir esta pérola - para já não falar no assalto aos reformados - do conhecimento científico de Sua Excelência.
Não há senso?! Somos obrigados a aturar esta leviandade?! Como se pode acreditar que há rigor e responsabilidade em cada uma das suas decisões?...


sábado, 15 de fevereiro de 2014

O Mar de Miramar...


... também volta sempre à volta do Senhor da Pedra.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O mar da Foz...


... volta sempre! (2)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O mar da Foz...



Desenhado em 2011, no restaurante XIS, enquanto esperava que me servissem.
... volta sempre!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Para tudo há um limite

Tenho cada vez menos paciência para aturar - sem distinção de género - os enfatuados apoiantes do actual Governo que me entram casa adentro a justificar o injustificável. Ignorando de forma infame a realidade do país com a irresponsabilidade - como um popular dizia há dias na televisão- de quem continua a ter do bom em casa.
Atropelos sistemáticos a direitos elementares, justificações indigentes baseadas em raciocínios primários, sem-vergonhice descarada de quem já não tem a noção do respeito devido ao povo que dizem representar. E pretendem convencer-nos de que o paraíso, por sua mão, está aí, ao dobrar de cada nossa esquina.
Por mais pintura com que o borrem não disfarçam a realidade: o país, Portugal, está de rastos! E os defensores da actual política, executivos ou não, são cúmplices sem perdão da desgraça que nos rodeia.
O respeito, a decência, a dignidade foram atirados às urtigas por estes baronetes que apenas têm o seu futurinho como objectivo. E para isso vão defendendo a realidade de ricos cada vez mais ricos e da sua consequência de cada vez mais pobres.
A lata, a indecência, tem limites. A sua ultrapassagem terá que ter punição exemplar!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ordem dos Arquitectos

João Santa-Rita, presidente da Ordem dos Arquitectos para 2014/2016
Foto iPhone

Tomei hoje e de novo posse para o triénio 2014-2016 como membro do Conselho Nacional de Delegados da Ordem de Arquitectos. Fui eleito na lista do novo Presidente, João Santa-Rita, a quem deixo votos de um mandato que, nesta altura muito difícil para a profissão, possa dar uma maior esperança de exercício profissional.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Gravata preta

Praça do Município, Lisboa, foto de iPhone

Na altura de sair de casa para prestar a homenagem de despedida ao Eusébio, estava na dúvida se deveria levar a gravata vermelha com águias do Benfica desenhada por Álvaro Siza ou a tradicional e respeitosa gravata preta.
Comentei a dúvida com a D.Guida, empregada a dias lá de casa, benfiquista e com família também benfiquista. Recebi a resposta esclarecedora:  o Eusébio não é só do Benfica, é de Portugal inteiro. Deve levar a preta.
Assim fiz.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eusébio: Pantera Negra (1942-2014)

Estou com Alfredo Di Stefano: Eusébio é o melhor jogador de todos os tempos. Na velha Luz, vi-o vezes sem conta a jogar aos domingos e quarta-feiras europeias e desde que começou no Benfica e vi-lhe coisas extraordinárias: golos espantosos, corridas de bola controlada de tirar o folêgo ao mais pintado espectador, passes com precisão milimétrica, remates de tirar da frente o mais corajoso, meneios de corpo de deixar um, dois, três pregados a ver passar. Gritei com ele, aplaudi os seus comemorativos socos no ar, corri com os olhos as suas voltas de oferta e agradecimento. Vi, com ele, do melhor futebol do Mundo. E porque gosto de futebol vi também outros grandes nomes do futebol mundial - a grande, a enorme maioria (senão todos) dos considerados 10 Melhores Jogadores Mundiais. E digo com D. Alfredo: Eusébio é o melhor jogador de todos os tempos.
Que maravilhas me proporcionaste, Eusébio! O que vi de bom futebol e o que, eu e os outros que fazíamos parte da equipa do Colégio Militar paredes-meias a separá-la da tua, tentávamos imitar: é assim qu'ele chuta, dobra o tronco, puxa o pé pró rabo, estica, levanta a perna. E insistíamos até fazermos melhor do que fazíamos. 
Era o tempo do Cinca-qualquer um - marca da vitória de fabrico na Luz. Nunca me esqueço dos dois golos simétricos que aí marcou ao Real de Madrid: iguaizinhos, um de um lado, outro do outro. Bola recebida na zona lateral poucos metros á frente da linha de meio-campo, arranque em velocidade a flectir para dentro e logo um, dois a ficar atrasados, entrada na quina da área, chamada pelo Bettancourt e golo! com a Luz já de pé a festejar. E como festejávamos quando o árbitro assinalava livre próximo do limite da área: gritávamos GOLO! só pelo apito. Um estádio a gritar golo só porque Eusébio ia marcar o livre. A certeza, a confiança no Pantera Negra. No Rei!
Anos antes - em 62 - já o meu pai tinha ido a Amsterdam ver a final europeia - o bilhete ainda andará guardado num fundo de gaveta aqui de casa - e nunca me cansava de lhe pedir para contar as sensações do "ao vivo" para compôr as minhas do ecrã.
Os quatro da Coreia do Norte vi-os num salão cheio de gente e também na televisão a preto-e-branco. Mesmo a levar três, o sentimento é que ainda havia o Eusébio: e houve! E de que maneira. Uma festa!
E quantas festas mais, mesmo de joelhos avariados, sempre a marcar presença e sempre a impôr a sua regra: é preciso querer ganhar! E como ele queria. E como nos ensinava a querer também noutros campos e noutros desportos.
Tive oportunidade de o conhecer e conversar com ele. E pude transmitir-lhe toda a admiração que tinha por ele. Não só como jogador mas como desportista - uma permanente lição de desportivismo - e como ser humano: Eusébio foi - é! - um caso sério do Desporto Mundial. Eusébio é marca incontornável do desporto português, do desporto mundial. Simples, humilde, generoso: sou simplesmente um jogador da bola, deixa-nos uma herança pesada que temos obrigação de garantir passar às novas gerações.
Mantenho-me com D.Alfredo: Eusébio é o melhor jogador de todos os tempos!
E lembro os golos, os remates, os saltos, as corridas, as fintas. E lembro ele próprio. O que eu vi com Eusébio. Um monumento.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Senhor da Pedra

O mau tempo e o Senhor da Pedra de Miramar
Fotografia de Luís Bessa

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Muito competentes…

"Sofremos demais para os resultados que tivemos" 
 José Silva Peneda
Jornal de Negócios
3/JAN/2014

Não há invenções governamentais de indicadores que alterem o resultado final: mau. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Que sorte!

"Apesar da redução dos padrões de bem-estar, a liberdade e os direitos de cidadania não foram postos em causa.", avisou-me o Senhor Presidente da República no primeiro dia do ano. E que grato lhe fico, presumindo - claro - que lhe deverei o facto de não estar reduzido à evidência de uma escravatura de grilhetas e trabalho de sol-a-sol.
Apesar da redução - andamos portanto para trás - temos liberdade e direitos de cidadania, afiança. E quando PR afiança, a malta não dúvida.
Mesmo se a liberdade e os direitos de cidadania de que fala são muito mais para uns do que para outros. Porque para a liberdade das coisas a capacidade financeira conta - conta o minímo financeiro que nos permita tomar decisões. Mas isso são pontos de vista, como argumentarão aqueles que vivem cada vez melhor para que muitos outros vivam cada vez pior.
Senhor Presidente da República, manda o cargo que ocupa por decisão da maioria dos portugueses que saiba olhar a realidade em que vivem, reconhecendo o violento sofrimento dos mais débeis e se mostre capaz de lutar para que haja uma real melhoria das suas condições de vida. Exigindo-o a quem governa... e sem nos entreter com frases de circunstância para tapar a mais que parcial peneira do Governo.

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