sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vistas de praia

Gaivotas








Nikon D300 com Nikkor 18-200mm 1:3.5-5.6 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vistas de praia


Nikon D300

Nikon D300

Nikon D300



sábado, 22 de setembro de 2012

Vistas de praia

Rabóléu, iPhone, desenho a dedo com Adobe Ideas
Rabóléu, Nikon D300
Mar e guarda-sol, iPhone, desenho a dedo com Adobe Ideas

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Desfoques de praia


Nikon D300

Nikon D300

Nikon D300


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vistas de praia


desfocada no mar a olhar o mar/Nikon D300

com trapos a olhar o mar/Nikon D300

 com trapos quase no mara olhar o mar/Nikon D300

domingo, 2 de setembro de 2012

Bom de ouvir

Está por provar que o sector privado, ao contrário do que se diz tantas vezes, seja mais eficaz do que o sector público.”
Paula Teixeira da Cruz, actual ministra da Justiça in 1/09/2012, Universidade de Verão do PSD

Para quem tem trabalhado anos a fio ao serviço da administração pública e sabendo das suas capacidades e potencialidades se houvesse mais atenção e menos preconceito, é muito bom ouvir afirmar assim um membro do actual Governo.

A defesa do mito que se sabe interesseiro terá agora mais trabalho para encontrar outras justificações para se fazer politicamente correcto.

E, para reflexão, vale a pergunta: que seria do país sem a sua Administração Pública?
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O disparate paga dividendos?

Disse assim o sr. Platini, presidente da futebolística FIFA:
"Sempre me opus à utilização de tecnologias, não é aos 57 anos que vou mudar de opinião."

Portanto o sr. presidente parece ignorar que o futebol é o que é graças ás tecnologias: desde a televisão ao mundo dos computadores, passando pela bilhética.
A dúvida que gostaria de tirar: como se chega ao poder de presidente pensando assim?
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Golfistas a menos

Perguntado, num programa televisivo da modalidade, sobre se 80 campos de golfe não seriam demais para um país como Portugal, um responsável de campos algarvios – onde existem metade do total – respondeu: Acho que não. Acho é que há golfistas a menos. Bravo!...

… É como se alguém, perguntado sobre se a percentagem de desempregados não seria demasiado elevada, respondesse: Não… o que acho é que há empregados a menos!

… A malta é porreira…

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mudar é agora*


O sistema está obsoleto.”, diz o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura. Concordo. Está obsoleto porque é o modelo da iliteracia desportiva portuguesa aprendida na visão salazarista do “orgulhosamente sós” a que se juntou a pesporrente ideia de que “damos lições ao Mundo”. Assim, sozinhos e superiores, tratámos, ao longo de anos e anos, do nosso Desporto. Com os resultados visíveis.

Não temos, desde sempre, objectivos estratégicos claramente definidos para construir os caminhos do desenvolvimento qualitativo desportivo. Não sabemos como nos organizarmos eficazmente. Ignorámos o que se passa por outros lados do mundo e como se constroem as suas melhorias. Apesar de tudo isto e por pura (só pode ser) acumulação de ignorância, achámo-nos formidáveis. E não somos… como mostram os resultados.

Temos uma prática desportiva fracamente generalizada – basta saber o número total de atletas federados. Temos um Alto Rendimento de resultados baixos e fracos – notem-se as qualificações possíveis para Londres que se ficaram por meros 41% de modalidades presentes ou veja-se a incapacidade de aceder aos Jogos por parte das modalidades colectivas com bola ou compare-se o nível dos nossos recordes com os recordes internacionais. Dos fracos resultados internacionalmente comparados, a excepção surge de um ou outra sobredotados que, volta não volta, marcam diferenças que nos abrem o caminho do sonho. Mas são excepções ao sistema.

Insistimos em modelos competitivos desadequados e desadaptados à competição internacional. Deixámos que a visão paroquial e os seus interesses correlativos nos limitem as decisões. Por cada sucesso vemo-nos no domínio do mundo sem saber anotar as dificuldades e as circunstâncias do percurso ou as necessidades de construção futuras. Aprendemos pouco com os êxitos ou com os erros mas achámo-nos formidáveis. E não somos.

Sou, desportivamente, resultado de um ensino exemplar da prática desportiva múltipla – Colégio Militar – que fez de muitos de nós atletas de bom nível. Sei por experiência dos bons resultados do método – e sei por isso também que só teorias absurdas e realmente desinteressadas do Desporto podem impedir que um sistema escolar desportivo tenha uma iniciação e formação desportivas de qualidade e que possa promover hábitos desportivos de bom nível que se distribuam por dois caminhos: o da prática desportiva de lazer – a tão necessária actividade física ao longo da vida – e o do desporto de rendimento. Tudo de acordo com as capacidades e interesses de cada um.

O que exige – e não haverá orelhas moucas que fiquem inocentes - uma alteração urgente do actual sistema. Passando por modificar a Missão das Federações de Utilidade Pública Desportiva focando os objectivos estratégicos da sua actividade nos resultados internacionais, garantir programas de iniciação e formação desportivos múltiplos impedindo a formação unilateral, estabelecer um sistema organizativo adequado e capaz de articular a envolvente do atleta de acordo com os princípios da responsabilidade cívica e da educação e perceber - culturalmente perceber - que o Desporto é uma actividade que se organiza pelos seus próprios méritos e que se diferencia nos métodos das outras actividades por mais semelhanças que possam ou pretendam aparentar.

O Desporto possui corpo próprio de princípios e regras que não podem ser confundíveis com outros campos ou domínios e exige os seus próprios métodos de observação, de análise e de dedução, para o estabelecimento dos seus próprios indicadores na procura dos seus próprios resultados. Altius, Citius, Fortius, sendo o lema Olímpico, explica tudo: o Desporto é um espaço de superação comparada e com o ATLETA no seu centro nevrálgico. E é também disto que o desporto português necessita urgentemente: saber colocar o ATLETA no centro das suas atenções.

*Aprendi com meu Pai, Raul Bessa (1924-1991, um dos fundadores da EDP e seu presidente durante alguns anos, o conceito: se é preciso mudar, a melhor altura é agora!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

LONDON 2012 não acaba aqui

Terminados os Jogos que fazer para além de lembrar os recordes mundiais dos 800m de David Rudisha ou dos 4x100m das meninas dos USA ou dos super-rápidos jamaicanos ou ainda as 22 medalhas de Phelps a juntar à enorme série dos extraordinários momentos e sonhar com outros novos espectáculos desportivos de excelência?  Mas sonhar de pés assentes: pensar no que fizemos, como chegámos lá e porque temos de mudar. E pensar essencialmente no que temos de mudar, sabendo para onde mudar.
Q1 - Comparação dos resultados de Portugal com outros países europeus
O que fez o Desporto de Portugal nos London 2012? O mesmo de sempre: nada de especial com a excepção de uns ou outros que, com a excepcionalidade que nos caracteriza, fizeram o realisticamente inesperado.

Portugal ficou de novo abaixo de muita gente - mais de sessenta países melhor qualificados - mas, pior, ficou atrás de países europeus comparáveis (v.Q1).

Este quadro mostra que nos limitámos a fazer melhor do que a Áustria e do que a Grécia, mas pior que todos os outros. Quanto aos PIGS - em foco face à crise actual e á pesporrência financeira- a Itália esteve bem, 8º mundial, e a Espanha, se não tão bem com o 21º lugar mundial, mostrou-se presente e forte nos desportos colectivos. O que demonstra construção do desenvolvimento e da expressão desportiva.
Q2 - Distribuição do número de Medalhas por Olimpíadas participadas
Comparativamente com outros Olimpíadas, Portugal, ao conseguir uma medalha - a somar às 22 que foi conseguindo em 22 presenças - terá feito os mínimos, embora ficando pior do que nas participações nos outros Londres de 48, Montreal, Los Angeles, Atlanta, Sidney, Atenas ou Pequim. Mas conseguiu, na distribuição de lugares entre medalhas e diplomas o mesmo número de pontos do que os obtidos em Pequim, Sidney ou Los Angeles(v.Q3). Ou seja, fracote mas normal. Num até melhor do que o normal. Mas comparativamente com os que nos rodeiam, fraco. À nossa real - e não à nossa pretensa - dimensão desportiva.
Q3 - Distribuição de pontos de Medalhas e Diplomas por Olimpíadas participadas
Os London 2102 foram, portanto e em termos de pontos de Medalhas e Diplomas, apenas piores do que Atenas e Atlanta. Significa que afinal foi bom? Não, significa que foram o que somos capazes e demonstrador - como os outros Jogos anteriores - das nossas incapacidades desportivas.

Da nossa participação - com a presença em apenas 41% das modalidades em competição - o comportamento das modalidades foi muito díspar (v. Q4). Indo da muito boa presença - o resultado de uma bem conseguida estratégia - da Canoagem à presença notada do Ténis de Mesa, do Remo, do Tiro e, em parte, da Vela, ao desapontamento - contrariando o nosso habitual optimismo - do Atletismo, à agradável presença  Equestre com especial relevo para o Cavalo Lusitano, até aos restantes de resultados despercebidos.
Q4 - Pontos de Portugal em Medalhas, Diplomas e Semifinais, distribuídos pelas modalidades presentes
Se o Atletismo não correspondeu ao pretendido - apenas um Diploma do 7º lugar de Jessica Augusto e um recorde nacional de Vera Barbosa nos 400m barreiras - não se pode dizer que a sua presença tenha sido um desastre: a presença de diversos atletas entre o 8º e 16º lugares permitiram atingir a maior pontuação das delegação portuguesa em termos absolutos - não esquecendo que ao Atletismo cabiam 31% dos atletas presentes. A segunda presença quantitativa pertenceu à Natação - 6 nadadores masculinos e 2 femininos - que, apesar do recorde nacional de Pedro Oliveira nos 200m costas, não conseguiu, bem pelo contrário, qualquer relevo nos seus resultados. O mesmo com as esperanças do Judo - ficaram-se nas brumas.
Q5 - Eficácia (Pontos/Nº Atletas) das modalidades que estiveram em competição
Eficácia, capacidade, bons resultados foram os da Canoagem (v.Q5). Seis atletas presentes, todos premiados - uma Medalha e três Diplomas. Os melhores resultados da presença portuguesa nos London 2012. A que se seguiram o Remo, o Ténis de Mesa, o Tiro e a Vela. Com os restantes a verem-se.

As estas análises outras mais pormenorizadas e mais finas podem ser feitas. Com o objectivo de perceber o que se passou - as causas reais dos nossos permanentes fracos resultados - para encontrar as soluções que nos permitam, no espaço futuro de duas Olimpíadas, ter alguma coisa a dizer.







segunda-feira, 13 de agosto de 2012

E depois dos Jogos?

Agora que terminaram os extraordinários Jogos Olímpicos do London 2012, o que é que podemos fazer para além das saudades?


Desenhado em iPhone, técnica mista: dedo e caneta
Relembrar o que vimos, ouvimos e lemos e preparar e sonhar com os próximos.

Uma nota: conheci Sebastian Coe há muitos anos, era ele ainda um atleta no apogeu do seu nível mundial. Eu era então treinador da Selecção Nacional de Juniores de Rugby, estagiávamos nas Açoteias, no Algarve, e treinávamos num campo relvado rodeado pela pista de 400m de perímetro e 4 corredores. O então campeão treinava à volta do nosso campo sem nunca se preocupar com barulho, bolas, saídas pela lateral, fosse o que fosse. Fazia o seu treino, reparava em nós, olhava, ia correndo e vendo e à noite, depois do jantar, mostrava-se sempre simpático e nada preocupado com que a nossa presença lhe pudesse estragar o treino. Percebia-se que se sabia adaptar às circunstâncias e que estava focado nos seus objectivos e não deixava que nada do que fizessemos o atrapalhasse - provavelmente essas características permitiram os excelentes Jogos que vimos sob o seu comando.

sábado, 11 de agosto de 2012

London 2012

Numa situação como a minha - eufemísticamente caracterizada por situação não remunerada de espera (desempregado é o que é!) - a única vantagem, o resto são prejuízos e, como alguém muito bem definiu, muito cansaço, tem sido a possibilidade de ver tudo o que é transmitido dos Jogos Olímpicos pelas televisões.

Tenho visto coisas extraordinárias - a começar por essa evocação notável, e até comovente na actual situação de domínio ideológico neoliberal, do britânico Serviço Nacional de Saúde na Cerimónia de Abertura - como, por exemplo, os 800m do notável queniano David Rudisha ou das meninas sprinters do 4x100 americano, ambos com recordes do mundo, as medalhas - 22 com 16 de ouro - de Phelps e os outros deslizamentos ou saltos espectaculares nas águas da piscinas, os momentos da Ginástica Artística, das várias disciplinas de Atletismo, jogos de voleibol de nível superior ou o notável domínio técnico-táctico do basquetebol dos USA de deixar saudades. Enfim, a memória guardará momentos notáveis e a minha memória de treinador acumulará conhecimentos para juntar à experiência.

Do que se vê das instalações fica-me a certeza do interesse que teria em tê-las visto antes da sua utilização e poder, daqui a uns meses, verificar as transformações e adaptações a outras utilizações dos diversos espaços.

E Portugal? Fez naturalmente e para quem sabe do que se fala, o esperado com alguns resultados interessantes. Com um momento notável protagonizada pela Clarisse Cruz - a nossa heroína que com queda, levantar e cerrar de dentes, tirou 10s ao seu melhor tempo e classificou-se para a final. Momentos que devem, para além da lembrança de exemplar atitude, merecer toda a reflexão sobre os objectivos e estratégias do desporto português. Porque se trata de uma expressão de autêntico desperdício; como é que esta campeã nunca foi verdadeiramente aproveitada? quem andou distraído a olhar por outros interesses? como treina e como compete? a que competências teve acesso? Como é possível não se reconhecer as qualidades demonstradas naqueles minutos de corrida? Anda tudo distraído? Clarisse Cruz é uma campeã a quem parece terem-se esquecido de dar uma oportunidade - e para a história futura o carinho que os portugueses justamente lhe dedicam, não lhe garantirá o que o desporto lhe poderia proporcionar.

Até ver e não estando ainda completa a participação portuguesa, o Tiro com João Costa, a Jessica Augusto na Maratona, o Ténis de Mesa - com Marcos Freitas, João Pedro Monteiro e Tiago Apolónia - o Remo com Pedro Fraga e Nuno Mendes, a Vela com Bernardo Freitas e Francisco Andrade nos 49ers e Álvaro Domingues e Miguel Nunes nos 470 estiveram muito bem pela conquista dos respectivos Diplomas Olímpicos (do 4º ao 8º lugares da geral). Bom, bom foi a Canoagem que conquistou uma medalha de prata com Emanuel Lima e Fernando Pimenta a que juntou três Diplomas Olímpicos conquistados - com direito a repetições - pelas meninas Joana Vasconcelos, Teresa Portela, Helena Rodrigues e Beatriz Gomes nos K4,500m, K2, 500m e K1, 200m. Uma extraordinária prestação elucidativa de excelente treino, programação e visão estratégica. Na certeza do bom caminho, diz assim - numa clara demonstração da diferença demonstrável nestes excelentes resultados - Mário Santos, presidente da Federação de Canoagem e Chefe da Missão portuguesa neste London 2012 em resposta à habitual e exasperante visão paroquial de entrevistadores:
"A nossa luta é para sermos melhores do que as federações de canoagem dos outros países e não para sermos os melhores das federações portuguesas."
Para quem como eu que defende a necessidade de redefinir a Missão das Federações de Utilidade Pública Desportiva - aquelas que recebem dinheiros públicos resultantes dos nossos impostos - para "criar as condições necessárias para que os seus federados possam competir em situação de igualdade de resultados no nível desportivo internacional" é muito bom ouvir uma mesma forma de ver o mesmo problema e, ainda, pela demonstração evidente dos resultados, que não é necessariamente mais dinheiro que possibilita as melhores soluções. Mas sim o alinhamento da visão estratégica pela Missão e pela focagem em resultados internacionais, o reconhecimento e utilização capaz das competências e dos recursos disponíveis e a capacidade de impedir desperdícios. O saber fazer, fazendo, para depois olhar e analisar e ter a certeza que se fez bem.

Vê-se e resulta na Federação Portuguesa de Canoagem. E a percepção da sua estratégia é de importância vital para o desenvolvimento qualitativo do desporto português. Que, ao contrário da expressão da constância das visões ignorantes, não produz resultados capazes nem tão pouco interessantes - e não é por sermos poucos (mito que já desmontei aqui) - como se pode ver no quadro que apresento.


Comparação de Portugal com países europeus

Países com população menor e com mais medalhas olímpicas que Portugal

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O Arquitecto


O arquitecto é um especialista em não ser especialista
Álvaro Siza in JA245, Agosto de 2012
Está claro?
E para fazer Arquitectura são precisos necessariamente arquitectos - os não especialistas - e muitos outros que serão os especialistas. E é pelas dinâmicas criadas por este conjunto que a Arquitectura - a que nos surpreende - se torna possível.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Explicações se fazem o favor

Não consigo entender.

O mesatenista João Monteiro acusou os árbitros olímpicos de o terem prejudicado porque, ao que li, "começaram a tirar-me pontos no meu serviço porque o meu dedo estava para dentro e devia estar para fora".

Percebo pouco de ténis-de-mesa, fiquei-me pelo ping-pong do Colégio, da Gândara e, mais tarde, do Jardim Cinema onde as regras eram fáceis: bola na mesa e contar até aos vinte-e-um.

Mas há raciocínios que sei fazer. E das duas, uma:
ou
- existe uma regra que impede a colocação do dedo na posição referida e, assim sendo, não se percebe como pode um atleta apresentar-se em Olimpíadas com um erro faltoso que, obviamente e logo à partida, lhe retira capacidades competitivas;

ou
- ter-se-à tratado de um abuso dos árbitros que, por intolerável, seria passível de protesto ou recurso junto dos responsáveis da competição - juíz-árbitro, comissão de recurso, etc. O que sabemos não ter sido feito embora também saibamos que a figura de protesto ou recurso existe (Japão na ginástica, Portugal no match racing da vela).

Em qualquer dos ous, a resolução do problema pertence à casa: ou ao jogador e sua equipa técnica ou a responsáveis da Missão portuguesa presentes no local das provas.

E seria bom que houvesse uma explicação clara: atleta ou árbitros? A que se deveria juntar uma outra explicação: em que condições e porque foi apurada para a nossa representação olímpica a velejadora Carolina Mendelblatt que decidiu não participar nas provas?




terça-feira, 31 de julho de 2012

Santos Manuel (1933-2012)

Eram tempos pós-brasa, no tempo em que uma enorme generosidade transformava Portugal e o fazia sair da escuridão cultural e cívica em que nos tinham obrigado a viver. O palco de A Barraca era ainda na Alexandre Herculano.

Muitas vezes, depois dos espectáculos públicos, actores, encenadores e amigos, juntávamo-nos na sala de espectáculos para serões até alta madrugada em que o teatro fazia sempre uma perninha - treinos, chamavam-lhe a gozarem comigo.

A farra consistia na ida para o palco de quem quisesse e que teria, a solo e de improviso, de entreter os outros. Valiam aplausos e apupos. Obrigatório, a gargalhada dos presentes. Grandes momentos de amizade em que os próprios apupos eram um gozo muito particular a fazer rir mais do que o esforço do actor.

Santos Manuel decidiu ir para o palco: levou uma tábua de passar-a-ferro, um ferro, uns trapos e meia-dúzia de pastilhas brancas e todas iguais. Tratava-se, percebia-se ao longo da representação, de uma charge a uma conhecida e amiga actriz (de uma outra companhia, diga-se) que andava naquela fase de desconfiança a precisar de pastilhas para tudo: para representar, para falar, para andar, para ouvir, para se lembrar das falas...para o que quer que fosse.

Nunca mais me esqueci. O Santos Manuel fez uma representação extraordinária. De alto nível e de grande cultura teatral. Ainda hoje a tenho na memória - foi um dos momentos mais marcantes que assisti em representações teatrais.




sexta-feira, 27 de julho de 2012

London 2012: lá estamos!

“The most important thing in the Olympic Games is not winning but taking part; the essential thing in life is not conquering but fighting well.”
Pierre de Coubertin, Father of the Modern Olympic Games, speaking at the London 1908 Closing Ceremony.


Tem mais de um século esta frase de Coubertin. Mesmo assim ainda tem larga citação - o importante é participar - como se os tempos não fossem outros, o desporto não tivesse atingido uma enorme dimensão e o seu entendimento não tivesse novas expressões.

Pessoalmente não sou nada adepto do conceito embora, se considerarmos que hoje falámos de rendimento e portanto de resultados, não tenha grande problema em admitir - no domínio do desporto e não necessariamente em todas as situações da vida - a expressão contida na segunda parte e de que resultará a fácil aceitação da derrota frente a adversários superiores e face a regras comuns. Penso claramente que a participação pertence ao domínio dos aniversários, casamentos, baptizados e quejandos e não ao desporto que tem como domínio principal, competir. Porque é isso que os atletas fazem, competir. E por isso as competições desportivas exigem mínimos, exigem determinado nível de resultados que possibilitam o posicionamento em lugares de rankings que permitem que a competição possa ser real, isto é, que seja tão equilibrada quanto o cumprimento da universalidade a que se deve sujeitar o permita.

A qualidade dos resultados desportivos é relativa. Dependendo tudo do ponto de partida e da superação conseguida. Nem todos têm ou terão possibilidades do resultado absoluto mas podem conseguir resultados considerados notáveis na sua relatividade. Por isso o desporto - e porque só existe competição entre iguais - se organiza em grupos, escalões ou divisões, que permitam o equilíbrio competitivo.

Sendo resultado, o desporto não tem a vitória absoluta como único objectivo.

O que devemos esperar, ou exigir, dos 77 atletas portugueses que se preparam - e se prepararam durante anos - para competir nos Jogos Olímpicos londrinos?

Medalhas? Hinos? Pódios?

Desportivamente Portugal é o que é. Somos o que somos, conseguindo alguns lugares e prémios excepcionais que se traduzem, nos Jogos Olímpicos, em 22 medalhas - 4 de ouro, 7 de prata e 11 de bronze - a que se acrescentam diversos diplomas. Ou seja, se bem analisados face ao número de atletas federados e às condições sociais que envolvem a prática desportiva em Portugal, os nossos resultados olímpicos são decentes.

Nos London 2012 com que podemos contar? Com o normal na prestação de atletas: competir pelos melhores resultados.

E isso significa?! Significa que os atletas, no melhor, se transcendam, ultrapassando os seus melhores resultados e, no pior, se aproximem deles. Ou seja: que na volta, a média dos resultados seja melhor do que à partida. E se no meio disto houver uma ou outra medalha - a Infostrada Sports e o Sports Illustrated prevêem uma medalha de prata para o Judo e Dan Johnson, professor americano da Universidade do Colorado, prevê três - será ouro sobre azul.

Mas a qualidade da participação portuguesa não se definirá unicamente pela conquista de medalhas, mas pelos resultados conseguidos. Que demonstrarão, ou não, que o treino e as condições proporcionadas foram adequadas e bem aproveitadas.E que souberam tirar o melhor partido da excelência da envolvente. Mostrando o melhor ou o pior acerto da área de ponta do desporto português e permitir a continuidade do seu desenvolvimento.

Ora tudo isto exige algum cuidado de análise e não deve ficar no imediatismo do primeiro impulso de pódio ou nada.

Estamos lá! Bons Jogos, bons resultados!








quarta-feira, 25 de julho de 2012

Nomes no Metro


Lisboa, Metro Aeroporto, Carlos Lopes por António
foto de iPhone

Foi dado a um historiador - tido como o mais ilustre historiador desportivo britânico - a tarefa de nomear os 361 heróis olímpicos que ir iam dar o seu nome às estações de metro londrinas durante os Jogos London 2012. O senhor escolheu os nomes, terá tido (diz-se) um ou outro esquecimento de palmatória e não viu lugar para qualquer atleta português. O que, desde logo, fez levantar atentas vozes da indignação patrioteira contra a ofensa.

Bem vistas as coisas, com as nossas 22 medalhas olímpicas - os USA ganharam, desde sempre, 2297 medalhas, a já inexistente URSS conquistou 1010 medalhas, o resultado somado das Alemanhas atinge 1360, a Grã-Bretanha soma 715, a China 385, a Itália 522, a Espanha tem 113 e a Holanda 246 - dificilmente caberíamos com algum nome na lista dos maiores de sempre.

Os duplamente medalhados Carlos Lopes, Rosa Mota ou Fernanda Ribeiro são as nossas jóias da coroa. Nossas porque consideramos que fizeram grandes feitos desportivos - e fizeram! - e que nos deram alegrias inesquecíveis, mas não o são necessariamente para outros, embora saibamos o respeito que o mundo desportivo tem por eles. Mas isso não altera a dimensão das nossas capacidades desportivas. Que é, como bem sabemos, reduzida. A tal ponto que os feitos da Rosa Mota e da Fernanda Ribeiro não foram considerados suficientes para as ver ombrear com Carlos Lopes na nova estação de Metro junto ao Aeroporto de Lisboa.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tour de France

"Tour de France 2012", Desenho a dedo em iPhone
O ciclismo é uma modalidade colectiva, ponto! Assim o disse alguém e eu alinho.

Vi dia-a-dia o Tour e tive a possibilidade de me deliciar com os movimentos das equipas, expondo as respostas tácticas que as estratégias anteriormente definidas iam exigindo a cada equipa e em cada momento. O vencedor, o britânico Wiggins, soube no fim elucidar que a sua vitória final ou as vitórias de Cavendish - um tratado de preparação colectiva - só faziam sentido neste comentário: "Afinal este foi um esforço de equipa!". Opinião não despicienda se nos lembrar-nos que Wiggins tem "só", em Jogos Olímpicos, 3 medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze para além de três títulos individuais e dois títulos por equipas de campeão do mundo de perseguição.

Curiosamente e de acordo com os diplomas legais o ciclismo é, em Portugal e oficialmente, uma modalidade individual. Confesso que só o acho divertido, muito divertido mesmo, quando o vejo na perspectiva colectiva. E neste sentido a transmissão televisiva e os sites da internet são instrumentos essenciais para o seguimento das etapas. Fica-se a saber tudo o que passa e muito melhor do que apenas vendo-os passar à beira da estrada - embora também tenha a sua graça e na adolescência fazíamos a nossa corrida de etapas anual, indo aos Carvalhos ver passar a Volta.

A transmissão televisiva tem a vantagem acrescida de nos mostrar as variadas paisagens que se percorrem. No caso do Tour, há uma preocupação evidente de mostrar as belezas da França profunda, tornando-a convidativa com recurso a imagens aéreas normalmente de rara beleza e com as indicações adequadas. Um divertimento a acrescentar ao gozo da competição desportiva. Colectiva, claro!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Cores da Cidade

Lisboa, S.Mamede

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A greve dos médicos

Foi a maior greve de sempre dos médicos. Eram tantos que fizeram do branco das batas a cor da rua.





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