quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sem perdão!

Em homenagem às vítimas das bombas de Boston e com profundo pesar pela morte de Martin Richard, um miúdo de oito anos.

Todas as palavras são poucas e significam pouco para demonstrar o meu repúdio e condenação pelos cobardes de merda que planearam e executaram este atentado. Sem perdão!

Bomba na Maratona de Boston
Desenho a dedo e de memória em iPad

domingo, 14 de abril de 2013

Mal ao mundo

Leio, ouço e não acredito: fecham a Fundação e as obras de Paula Rego desaparecem da Casa das Histórias - projecto de Souto Moura - de Cascais e voltam para Londres.

Pelo que percebo trata-se do resultado de pretendida análise à Fundação que suportava as obras. Obviamente de contas mal feitas - há mais valor para além do dinheiro e a relação custo-benefício não se mede à moeda.

Volto ao mesmo e às lições de Cipolla: a estupidez é um perigo maior do que a bandidagem!

Os quadros de Paula Rego - dispenso-me, pela evidência, de falar do seu valor cultural - desaparecem de Portugal e do nosso acesso por decisões cegas e levianas e disso parece não vir mal ao mundo. Ou que ninguém se importa.

Claro que daí vem mal ao mundo, ao nosso mundo que se vê com horizontes mais fechados. E eu importo-me!



Desenho a dedo iPad

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Não somos a Grécia



Parede de Lisboa, foto iPhone JPB
                                                   com enquadramento Polaroid

terça-feira, 9 de abril de 2013

Tratantes

O senhor Aguiar Branco, mesmo se Ministro da Defesa, tomou uma decisão para a qual não é competente nem, tão pouco, mandatado. Por ignorância, convencimento ou vaidade institucional decidiu deitar ao caixote do lixo património nacional, cultural e histórico de mais de duzentos anos. Com o mesmo ar com que os néscios tratam aquilo que não compreendem ou atingem. Sem importância.

A pesporrência do senhor ultrapassa aquilo que é suposto fazer um nomeado governamental: proteger a herança patrimonial que recebeu e garantir-lhe a continuidade futura. Inchado de importância no fato de riscas e gravata saliente decidiu-se pelo disparate de alterar o Colégio Militar, instituição nascida a 3 de Março de 1803 e que a Portugal deu muito mais do que o sr. Ministro sabe ou possa julgar.

Nos velhos claustros perorou um dia, em cerimónia oficial, o investido sr. Ministro:
Em 208 anos de história já passaram por este púlpito dezenas de ministros, primeiros- ministros e chefes de estado. Por este púlpito já passaram dois regimes, três repúblicas e dezenas de governos. Deste púlpito já se disseram centenas de discursos.
Uns glorificando o passado, outros mais pessimistas com o presente, no tempo em que foram ditos, outros optimistas quanto ao futuro que se aproximava.
Mas passaram os regimes, passaram os ministros disseram-se as palavras e o Colégio Militar permaneceu.
Há 208 anos que é assim. Há 208 anos que o Estado Português investe não na instituição em si, porque essas nascem e morrem por decreto, mas nas pessoas. Nos alunos. Por aquilo que podem fazer cá dentro mas sobretudo por tudo aquilo que demonstram ser capazes de fazer lá fora.
Na sua longa história o Colégio Militar sempre fez justiça a esse legado. Os alunos do Colégio Militar absorvem aqui os valores e princípios que o Estado, verdadeiramente soberano e digno do seu povo precisa, hoje mais do que nunca.
Os alunos do Colégio Militar sempre se souberam distinguir. Na defesa da soberania. Na defesa da liberdade e na construção e desenvolvimento do país.
Dos teatros de África às missões internacionais em que hoje estamos empenhados. Da política, à economia ou mesmo na chefia do estado.
Não é seguramente por acaso que esta é a instituição de ensino que mais Chefes de Estado deu ao nosso país.
E é por isso que Estado português investe no Colégio Militar. Para ter ex-alunos do Colégio Militar 
28 de Outubro de 2011 
Quer dizer o sr. Ministro disse o que não percebia e agora também não percebe - para azar nosso de ex-alunos - a contradição da sua assinatura. Provavelmente porque não disse o que disse. E porque não percebe que nós falámos de património, não de saudade.

A decisão do Ministério da Defesa do Governo da República Portuguesa e interpretada pelo ministro Aguiar Branco sobre as instituições de ensino militar, nomeadamente sobre o Colégio Militar do qual fui aluno e que conheço muito bem nas suas virtudes e defeitos, é incompetente, estúpida e irresponsável.

Incompetente porque se baseia em contas mal feitas, comparando o incomparável - esquecendo o elementar aprendido na primária de não somar castanhas com bananas - e não mostrando a mínima ideia de como realizar qualquer composição de custos. A visão é economicista, primária e, ignorando as diversas formas de ultrapassar um problema criado por exterioridades ao próprio Colégio, desvaloriza as óbvias mais-valias que uma administração mais objectiva e melhor relacionada com as características colegiais, facilmente conseguiria.

Estúpida porque pretende resolver um problema criando um maior, no seguimento aliás do receituário que temos percebido como ás de trunfo governamental: recorrer ao mais fácil por total incapacidade de encontrar eficazes soluções para cada problema que surja. Para o Colégio Militar existem óbvias soluções, explicadas por mais do que uma vez aos senhores governantes e seus mandados - mas o preconceito e a pateta ideia da poupança aparente e propagandeável está, estupidamente, a levar a melhor sobre a inteligência do trabalho que soluções capazes e eficazes implicam. Mas que resolvem o problema. Como define Cippola (ver aqui), a estupidez é muito mais ampla e perigosa do que poderíamos supôr. E a decisão tomada é prejudicial e ninguém ganhará realmente com ela. Pelo contrário, prejudicará todos, incluindo o Exército que deixará de poder mostrar ao país que lhe presta um vantajoso serviço de elevado nível como o demonstrará qualquer análise ao passado colegial.

Irresponsável porque transforma aquilo que, com 210 anos de existência, se tem pautado por caminhos de excelência que a mera análise das médias de notas anuais não permitem compreender ou qualificar. Tão pouco o pretendido custo comparativo de contas mal feitas. Deitar pela sarjeta potencialidades - e já nem falo nas vantagens comparativas de uma especial relação com os PALOP - que um mínimo de inteligência e cultura permitiriam repôr, transformando um período menos bom num novo exemplo de excelência, é de uma irresponsabilidade inconcebível. Que não pode ser ignorada ou perdoada.

E tudo misturado, embora pretendendo disfarçar-se sob um diáfono mas pretencioso manto de boa governança - só contaram p'ra si... - configura um brutal desperdício do que levou gerações a construir. E neste sentimento englobo o centenário Instituto de Odivelas que desaparecerá do estado que lhe conhecemos.

Duzentos e dez anos é uma dimensão que este Governo não compreende nem, tão pouco, distingue do anteontem. Ao admitir esta solução o Governo, o Primeiro-Ministro e os seus outros membros, são cúmplices no disparate e no abuso. E enquanto destruidores de património relevante não merecem respeito e como tal devem ser tratados.

Tratantes!

sábado, 6 de abril de 2013

A cidade não esquece II

A realidade a ultrapassar a ficção (ver aqui)

Lisboa, Anónimo, Internet

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Cidade move-se



Foto iPhone

quarta-feira, 27 de março de 2013

José Manuel Constantino novo Presidente do COP

Com a votação da totalidade dos 76 Membros do Comité Olímpico de Portugal a lista liderada por José Manuel Constantino venceu, com 92 votos, contra os 67 votos da lista opositora. Na votação das Federações Olímpicas a vitória foi também, 72 votos contra 44 correspondentes à votação de 18 e 11 federações respectivamente, da lista de José Manuel Constantino.

Encerra-se assim um ciclo de continuidade na actividade do COP e abre-se um caminho de mudança que trará boas vantagens ao desenvolvimento do Desporto português.

Pessoalmente tive, enquanto Mandatário da Candidatura, uma experiência muito interessante e muito rica no contacto que tive com diversas áreas e modos de ver o Desporto em Portugal. Nem tudo foi fácil mas foi sempre motivador: o trabalho com José Manuel Constantino é sempre uma motivação intelectual especial pela sua capacidade, conhecimento e domínio das matérias que produzem uma riqueza de pensamento atractiva e inteligente. O seu manifesto "Valorizar Socialmente o Desporto - Um Designio Nacional " e o programa de candidatura aí estão, bem como as diversas entrevistas que deu, para o demonstrar. O COP fica em boas mãos.

Foi uma excelente vitória. E o Desporto português sai a ganhar.

sábado, 23 de março de 2013

A Cidade expressa-se



quinta-feira, 21 de março de 2013

A Cidade não esquece

A cidade liberta - não sei se os alemães se lembrarão, mas o conceito nasceu na sua idade média. Sendo a cidade um local de liberdade é assim um local de troca de ideias, de informações, de conceitos, de tolerância - quantas vezes radical - e, plena de estímulos, um local privilegiado, como diz Arbasino, da cultura de tam-tam que passa de uns para os outros sem se dar por isso. Transformando-se assim num enorme espaço de criatividade e invenção. E de intervenção, pois claro. Mas é aqui, na cidade e pelo que ela representa e pelos acessos que permite, que vivem os cidadãos mais esclarecidos, mais atentos e menos dispostos aos abusos.

Por tudo isto: a Cidade não esquece nem vai esquecer. A Cidade tem memória que, todos os dias, deixa escrita nas suas paredes e nas palavras de ordem dos milhares que percorrem as suas ruas. A Cidade perdoa mal, a cidade sabe indignar-se.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Aproximações



sexta-feira, 15 de março de 2013

Da experiência da História



quarta-feira, 13 de março de 2013

De Castro


Desenho a dedo em iPhone
Vista no restaurante De Castro (Bairro Azul)
Chefe Miguel Castro Silva (meu primo)

terça-feira, 12 de março de 2013

De que lado?!



Desenho a ponta de borracha em iPad

sexta-feira, 8 de março de 2013

Os idiotas



Desenho a ponta de borracha em iPad
Há idiotas úteis e idiotas pretenciosos - ambos rompem quotidianamente na nossa casa. Qualquer dos dois tipos serve o mesmo objectivo: dar cobertura a uma de duas, ou à estupidez de quem manda ou ao interesse de quem domina. Ou à ignorância de ambos.

terça-feira, 5 de março de 2013

Ginásio Dario Fernandes

Jacinto Luís
O velho Ginásio, o nosso velho Ginásio de mais de meio século, cheio das nossas memórias de saltos de plinto, de mini-tramp, de cama elástica, de corridas, de cambalhotas, de mortais e flic-flacs, de subidas à corda ou a espaldares ou equilíbrios de subidas à barra ou passeios na trave ou de jogos colectivos, em aprendizagens precisas de destrezas e domínios corporais, ganha hoje uma nova vida ao ver-lhe acrescentado o nome ilustre de um dos nossos: Professor Dario Fernandes. Ginásio Professor Dario Fernandes.

Quando Dario, em 1962, chegou ao Colégio eu já fazia parte, como alguns outros que aqui estão hoje presentes, da Classe Especial de Ginástica pela mão de Mestre Reis Pinto. Era uma excelente classe, trabalhada na técnica das posições, na disciplina da articulação de desenho exacto dos segmentos corporais a que a preocupação do Mestre pela flexibilidade, dava uma dimensão estética inultrapassável. Na passagem de mão, Dario Fernandes, a nada virando as costas da anterior formação e preparação, mas, pelo contrário, tirando dela todo o partido, deu-nos, abrindo-nos novas caixas de ferramentas, uma nova alma ao introduzir-nos no mundo da acrobacia gímnica, na parafernália de saltos e acrobacias que nos transportavam a um outro mundo – e como treinávamos… sempre com o sorriso e a mão de apoio, subtil, a safar qualquer erro. Crescemos assim como classe, como grupo, como grupo de amigos, solidário e empenhado numa partilha de confiança absoluta: "podes tentar que consegues", respondia às nossas preocupações de risco. Foi uma Classe Especial excelente que se mostrou em diversos saraus. E assim continuou anos a fio até à Classe de Gafanhotos com que em 1994 encerrou a sua prestação de professor.

Há anos atrás - tantos que o Refeitório dos Oficiais ainda era no velho edifício, hoje desaparecido, onde foi a minha 1ª Companhia - recebi um convite do então Director para assistir a uma exibição da Classe Especial da altura, seguida de almoço com ele próprio. Naturalmente, apresentei-me. Vi a Classe e encontrei, com alguma surpresa e já na mesa de refeitório do Director, o Dario. “Então, gostou?”, perguntou o Dito. ”Nem por isso”, respondi sem os grandes alardes que um convidado não pode ter. Pediu-me para explicar e eu disse: “Não é a nossa cultura gímnica! À habilidade faltou forma, ao destemor faltou disciplina senão técnica, à dimensão faltou estética. Pareceu-me que estaremos no limiar da acrobacia de saltimbanco.” Dario sorria, levemente, mas sorria. “Percebo…”, disse o Director e Dario sorriu mais.

Dario Fernandes tinha, sem nunca mo ter dito, arranjado aquele encontro. Desgostoso do caminho colegial que a sua Ginástica estava a levar, queria mostrar uma outra opinião. Leal como sempre, não influenciou. Mas, mais uma vez, Dario Fernandes mostrava-se o herdeiro cultural da forma como encarávamos o exercício da ginástica e a sua apresentação. Graças ao Dario a nossa cultura, a nossa tradição gímnica, o nosso Colégio, tinham ganho mais uma batalha. Destreza, desenrascanço, ousadia, destemor, com certeza, mas enquadrados pela excelência da técnica, do rigor e da disciplina. Pela estética mais do que pelo espanto. Ou seja: dentro do quadro do que somos, do que queremos ser, enquanto Colégio Militar. É por isso que Dario Fernandes é um dos nossos: porque construiu connosco, na partilha de cada dia, o desporto que constitui um dos factores distintivos e identitários do nosso Colégio. É dos nossos porque lutou, porque luta, connosco pelos mesmos valores! E por isso, em cada um dos três milhares de alunos que os seus 33 anos de serviço colegial permitiram, deixou a raridade de um amigo e de uma saudade.

Fico contente, por ti e por nós, meu velho Ginásio agora que rejuvenesces com o espírito aberto, cativante e alegre, carinhoso, leal, franco e solidário de um verdadeiro humanista que é o sempre presente espírito do Dario Fernandes que agora te amplia o nome. Guarda-o bem e lembra-te: quando as nossas memórias se apagarem e fores tu quem tenha de responder à dúvida do quem foi?, lembra-te que recordarás um Homem de Bem. Um dos nossos!
João Paulo Bessa (200/57)

[texto dito na cerimónia de colocação do nome do Professor Carlos Dario Fernandes no Ginásio do Colégio Militar a convite da Associação dos Antigos Alunos em 3 de Março de 2013]

sábado, 2 de março de 2013

Para alemães desmemoriados

Fez, a 27 de Fevereiro último, 60 anos o Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs. Aos alemães, em 1953, foi-lhes perdoado 50% da dívida e realizado um reascalonamento do restante para 30 anos. Entre os que aceitaram perdoar a dívida estava a Espanha, a Grécia e a Irlanda.

Tal e qual como no velho conceito do cá se fazem, cá se pagam...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

De Istambul

Gosto de flamengo, do cante, do cante jondo. Dos cantaores.

Um dia, final da tarde, estava em Istambul, nessa cidade desenhada para policiais da série B filmados a preto-e-branco, e começaram as rezas dos minaretes. Estava encostado a um e, de repente, pensei: isto é flamengo!

Contei a descoberta a amigos: que sim! que podia ser; que nem penses, porque não vem dali; que talvez e mais para aqui e ali. Mas fiquei sempre com a impressão: aquilo a sair dos minaretes era flamengo.

Hoje ouvi uma entrevista de El Cigala, cantaor, voz reconhecida do flamengo - o meu pai aparecia lá em casa com o Camarón - de la Isla, com certeza - ou com o Paco de Lucia, sempre vivi no meio desta música, deste ambiente. E mais à frente deu-me a enorme satisfação: um dia estava em Istambul e ouvi os canticos dos minaretes e disse, isto é flamengo!

Também acho.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Até americano...

"When workers are paid more, they tend to work harder, and quit less readily." in THE CASE FOR A HIGHER MINIMUM WAGE, John Cassidy, The New Yorker.

"For almost three years now, since the election of a Conservative-Liberal coalition, the British government has been slashing government programs and raising taxes, supposedly to reduce a big budget deficit. As I’ve written previously, the results have been pretty disastrous—both for ordinary Britons and for the public finances." in U.K. LESSONS: AUSTERITY LEADS TO MORE DEBT, John Cassidy, The New Yorker.

Até americano entende... e não traduzo para não lhe tirar o gosto da proveniência. Fica a pergunta: se até americano, essa gente que tem as costas largas para desculpar os abusos dos interesses, entende porque é que os governantes portugueses fazem de conta que não percebem.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Três Mandatos

"Três vezes, senhor aluno. Já lhe disse três vezes, senhor aluno.", avisava o Celestino, servente do Colégio Militar, de mão no ar a mostrar só dois dedos que o terceiro fora transformado em toco num salto de moto-serra.

Lembrei-me, cinquenta anos depois, do Celestino e dos seus dois dedos a indicar três, ao pensar na "lei dos três mandatos" camarários que afinal parecem ser só dois com o entendimento que pode ser sempre mais um.

Contas...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Não há evidência

“não há experiência nenhuma que mostre que a austeridade resolve de facto alguma coisa”.
Richard Parker, economista norte-americano da Harvard Kennedy School,

Esta evidência que a história mostra só pode ser contrariada por teimosia, crença ou ignorância.

Sempre gostaria de saber por que livros estudaram os grandes seguidores das escolas da "água doce" para se contentarem assim com a irrealidade do mundo que recriam...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Como disse?

"Se os sem-abrigo aguentam, porque nós não aguentamos?"
Pergunta Fernando Ulrich, banqueiro (segundo o i)

E pergunto eu: porque que é que o sr. banqueiro não vai fazer pouco da tia?!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Receitas extraordinárias?



A bota ou a venda? Montra de Lisboa, foto iPhone jpb

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Delícias de jardim do mar



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O brilho do homem



"destruir os fantasmas corrompidos pela história..."
Desenho a ponta de borracha em iPad

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A quem possa interessar

Fui convidado e aceitei ser o mandatário do Candidato à Presidência do Comité Olímpico de Portugal, dr. José Manuel Constantino, nas eleições que se realizarão até ao final de Março próximo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Haverá soluções milagrosas?

Há! Desde que se tenha o cuidado de as tornar reais.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Não saber ou não querer?

Há quem veja
Escrito em iPad

Escrito em iPad

E há quem se limite a dar razão a quem pensa.
Segundo Carlo M. Cippola há uma diferença entre o estúpido - aquele que prejudica terceiros, prejudicando-se a si próprio - e o bandido - o que, prejudicando terceiros, ganha com isso.
Princípios donde, logicamente, ele deduz a QUINTA LEI DA ESTUPIDEZ HUMANA:
"Uma pessoa estúpida é a pessoa mais perigosa de todas."

E donde ressalta o corolário:
"Uma pessoa estúpida é mais perigosa do que um bandido."

O que não impedirá ter os devidos cuidados e desconfianças necessárias sobre ambos. O tempo, no pós-desastre, dirá a qualificação adequada a aplicar - mas pelo passar da carruagem não se livrarão de uma delas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Lucidez, Estupidez e Decência

Lucidez


Estupidez


Leis Fundamentais da Estupidez Humana
Primeira Lei Fundamental
"Sempre e de forma inevitável subestimamos o número de indivíduos estúpidos em circulação."
Carlo M. Cippola

Decência
Ao contrário dos novos mandantes e seus aliados que lançaram a campanha de mais valer o fim para justificar o uso de quaisquer meios, diversos grupos - que não permitem o recurso à habitual acu sação de a soldo de interesses partidários - pediram a fiscalização sucessiva do orçamento aprovado e de que todos desconfiamos da legalidade. A isto chama-se exigência de vida dentro da lei. Decência, portanto. Porque decência num país democrático de direito é, quando se entende necessário, usar os meios democráticos estabelecidos para propor as alterações das leis. E não fazer tábua rasa, escamoteando os rumos, para melhor serviço dos interesses.

(nota: decência também não é ceder no voto com pungente contrição posterior. O voto conta, o ar apenas disfarça.)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Prémio Barretina Desporto 2012

Texto que li na cerimónia em que recebi o Prémio Barretina - Associação Desporto - 2012 atribuído pela associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar.

Foto iPhone

"Agradeço à Associação dos Antigos Alunos do nosso Colégio e à sua Direcção esta atribuição do Prémio Barretina do Desporto que muito me honra.

Os meus camaradas de curso, principalmente os "200 Bessas" das patrulhas que guardo no coração, saberão bem quanto significa para mim. E também saberão do seu significado alguns amigos oficiais de então - como o Nuno Cêpeda ou como o Pinto de Menezes, o querido Menau, que gostaria de o saber se cá estivesse connosco.

Agradeço também este prémio ao meu Pai que me introduziu o vírus do Desporto e que se tornou na água-forte que desenha toda a minha vida. Obrigado Pai.

E agradeço também a todos os treinadores, colaboradores, companheiros de equipa, dirigentes e a muitos adversários com quem fiz a minha carreira desportiva.
Desenhado em iPad
Miúdo ainda fui com a minha avó à costureira. Fiquei - claro! - a olhar para a janela e vi, lá ao fundo, uma curva e um bocado de recta de uma Pista de Atletismo. Fiquei fascinado. E aí terão começado os sonhos.

Tempos depois, ao lado do meu Pai e quando ia fazer os exames de aptidão ao, soube-o depois, Ginásio colegial, vi a nossa Pista de Atletismo e percebi, logo ali e acima de qualquer dúvida, que queria ficar no Colégio. Pelo ligeiro sorriso que guardo do meu Pai, sei que percebeu as minhas razões.

Com o que sei hoje de Desporto e dos seus sistemas - e sei bastante - não tenho nenhuma dúvida em o afirmar: frequentei uma das melhores escolas de formação desportiva do mundo da altura.

O que no Colégio então se fazia é comparável aos melhores sistemas de formação que hoje servem o desenvolvimento desportivo internacional.

À frente do método e do sistema de então lembro Pereira de Carvalho, o "Porco".

Dessa equipa faziam parte Mário Lemos, meu treinador de Atletismo e Voleibol; Reis Pinto na Ginástica e com quem aprendi oo inícios da Classe Especial; Nuno Vitória e Abranches de Sousa, meus treinadores de Andebol; Luís Sequeira, meu treinador de futebol e de quem fui "capitão de equipa". E lembro ainda com amizade o Chico das Bolas que nos garantia a qualidade das bolas e o Carranço que nos entregava equipamentos cuidados como para verdadeiros profissionais.

E lembro ainda, nos cavalos, o Manel Cerqueira que, no meio do volteio, me ensinou para a vida que "serviço é serviço, conhaque é conhaque!"; o Manuel Rodrigues, o "Manecas" e o Milho Ferro que eram responsáveis da Escolta a Cavalo a que pertenci.

Também não esqueço o Calisto da Esgrima e as tentativas que fazíamos para jogar Ténis no Ginásio com a impossibilidade de bater em bolas que deslizavam agarradas ao chão...

Por último e por mais próximo do coração lembro o enorme Dario Fernandes cuja Competência - transformou a nossa Classe Especial numa Classe de Excelência - Sentido Humano e Amizade me marcam as saudades para sempre.

Para com todos eles tenho uma dívida de gratidão.

Nós eramos atletas de Pentatlo Moderno sem sabermos que isso existia... e o método era tão bom que, sem que a modalidade nos fosse alguma vez ensinada, conseguimos formar uma Selecção Nacional de Rugby com ex-alunos que foram internacionais. Como também aí, no Rugby, me junto nos quatro seleccionadores nacionais ex-alunos. E como temos campeões noutras modalidades ou treinadores de grande sucesso. Todos ex-alunos do nosso Colégio.

A formação desportiva do nosso Colégio era, no meu tempo, formidável. E também graças a isso posso estar aqui a receber este Prémio Barretina.

E é por muito dever ao nosso Colégio que quero ainda dizer alguma coisa sobre o actual momento colegial.

"Todo o mundo é composto de mudança", avisou o poeta Camões e cantou-o o trovador José Mário Branco. O meu Colégio, o Colégio do nosso tempo, mudou! Já nada é como foi.

Aceito, naturalmente, a mudança. Mas gostaria que essa mudança - sendo composta como a vida mandar - me deixe as referências que permitam que a minha memória possa ter um espaço real de representação e encontro.

Por isso, para que isso seja possível, é que se dá importância ao património físico e cultural - para que a memória se mantenha viva nessa misteriosa e churchiliana "cadeia dourada" que dá sentido e continuidade às nossas gentes.

Já bastou a falta de cultura e inteligência que levou à destruição do Edifício das Ciências de notável escadaria. Já bastou a insensibilidade incapaz de integrar a incomparável luz do Pavilhão de Desenho numa nova função, numa nova forma.

O que espero, o que desejo, o que quero é que a inteligência, a capacidade da força da nossa resistência se for caso disso, nos garanta, seja qual for a mudança, o espaço de vivência dos zacatrazes da nossa memória.

Viva o nosso Colégio! Viva o Colégio Militar!
30 de Novembro de 2012"

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Boas entradas...



Desenho em iPad

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Não ligamos a televisão

A experiência e o bom senso familiares construídos com gerações, mandaram que a televisão fosse desligada à hora do nosso habitual jantar de 25 de Dezembro. Avisada decisão: o jantar foi divertido, rimo-nos irmãos, sobrinhos e netos - o perú estava no ponto ideal e havia todos os acompanhamentos que fazem os hábitos da família. A conversa durou até tarde a conversar sobre a realidade da vida, sobre as coisas interessantes que vemos e vivemos todos os dias. Excelente decisão a de não ligar a televisão...



Desenhado em iPad

domingo, 23 de dezembro de 2012

Natal 2012

Desenho em iPad

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Água salgada v. água doce

Do blogue The Conscience of a liberal do Nobel de Economia, Paul Krugman, transcrevo - na língua original, o acto de drama curto em peça publicada no The Irish Economy e trata da batalha entre os de água doce e de água salgada. Dá para perceber posições e resultados.

"December 14, 2012, 9:13 am79 Comments

Bleeding the Patient: A Drama

The Irish Economy has the script, lifted from comments on a piece about the ECB still defending austerity; reposted here after the jump.

Re Box 6, By Gavin Kostick

[Scene: A spacious drawing room in Frankfurt. A patient is strapped to a table. M Drachet in attendance, plus admirers]

M Drachet: Our diagnosis for this fellow is an excess of partying, too much of the punch-bowl, a surfeit of humours, grass corpulence and a palpable debt overhang. Our remedy? Leeches!

[Enter Mr deKrugman, a plain talking Yankee]

Mr deKrugman: Hold your hand, sir! The patient is week. Leeches will only distress his condition further.

M Drachet: Oh that annoying fellow. Even your fellow Americans agree that leeches are the cure.

Mr deKrugman: Not any more they don’t. They’ve changed their minds.

M Drachet: Really? Never mind – bring on the leeches.

Mr deKrugman: Rather than leeches, this fellow needs an infusion of fresh blood to recover.

M Drachet: Are you volunteering?

Mr deKrugman: You, sir, can create all the blood you wish and you know it.

M Drachet: Balderdash.

[A fop whispers in M Drachet's ear]

M Drachet: Well that’s news. But you forget, our medical charter expressly forbids it. And you miss the nicer point, if we were to do so, this fellow would learn nothing from his foolishness and return to his profligate ways.

Mr deKrugman: Are you trying to cure the fellow, or teach him a lesson?

M Drachet: A soupcon of A and a morsel of B. Now, the leeches.

[The leeches are applied, and the patient becomes noticeably paler]

Mr deKrugman: Told you.

M Drachet: You really are the most arrogant fellow.

Mr deKrugman: Says the man with the leeches.

M Drachet: But this is part of the cure! You see he is being purged, in in being purged he will ultimately return stronger.

Mr deKrugman: Or dead like that poor Greek fellow.

M Drachet: And anyway, you quite misunderstand. It is not the leeches that make him pale, but, er, that, that and la bas!

Mr deKrugman: You’re pointing at a bunch of random things.

M Drachet: Not at all, I’m pointing at fetid air! Contagion I tell you. Stop looking at the leeches.

Mr deKrugman: Look, are the leeches to teach a painful lesson or to help the patient get better?

M Drachet: Can they be both?

Mr deKrugman: No.

M Drachet: To be honest monsieur, we do it because we’ve always done it.
But our meticulous research shows that if the patients have, er, died in the past – it wasn’t the leeches fault! It was, um, something else!

Mr deKrugman: I strongly recommend an infusion of fresh blood.

M Drachet: But if we tried something new and it proved better, why our reputation for competence would be in tatters – you laugh sir?

Mr deKrugman: No sir, I weep. I weep.

[They continue to bicker as the bloated leeches suck happily at the patient]"

E das sanguessugas de água doce estamos fartos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Para pior já basta assim...

Por razões diversas, não tenho tido tempo para escrever ou desenhar aqui para o Finisterra Suave. Mas tenho tido enorme vontade de o fazer para ver se me distraio das insuportáveis e irritantes formas de dizer a encobrir as malévolas formas de fazer. Torna-se insuportável abrir a televisão fora de qualquer série policial: o que se ouve é, na proporção directa do poder e da sua envolvente, insultuoso.

Gostaria de ter escrito sobre diversas coisas, a começar por um espantoso texto de uma senhora professora universitária de Direito que nos vem - numa demonstração de cobertura do bom costume português dos poderosos (o menor múltiplo comum social das Leis existe, mas não são necessariamente para cumprir) - afirmar que, dada a crise, a lei não necessitará de ser cumprida e o interesse deve ser o princípio a ter em conta. Escrevia sobre o Direito Constitucional e foi publicado no Público. O nome da senhora não me ficou (e se calhar devia, para não a esquecer).

Também gostaria de ter lembrado Óscar Niemyer e as suas curvas desenhadas das "mulheres que conheci e das montanhas que vejo" e tenho pena que um homem que acha que a vida tem "coisas muito mais importantes do que as festas com gente bem vestida a tentar dizer coisas inteligentes" não tenha obra visível próxima. Falei com ele uma vez sem grande oportunidade de falar de Arquitectura ou Cidade. Curiosamente, o meu filho - engenheiro - falou bastantes mais. Trabalhou até com ele.

Também lembraria uma excelente conferência de Manuel Aires Mateus, filho de um companheiro de atelier de outros tempos, que fez no fecho do ciclo das conferências "Do conceito à obra" organizadas pela "Estratégia Urbana" do Nuno Sampaio. Em cada obra mostrada, um elemento comum: o fazer urbanidade mesmo quando não há urbano para declinar. Exemplos cultos e inteligentes a marcarem a curiosidade de um percurso na articulação dos espaços livres - como na cidade, o desenho a ligar espaços públicos. E, claro, a enorme preocupação no tratamento da luz.

Mas o que me tem ficado na memória é a falta de paciência para abrir jornais ou noticiários - a sem-vergonhice tira-me do sério... ou - provavelmente mais correcto - será a mudança de paradigma traduzida na óbvia mudança de patronato?

domingo, 9 de dezembro de 2012

Vasco Massapina (1947-2012)

Morreu o Vasco Massapina. Morreu há pouco e soube-o há pouco.

Morreu um querido amigo - "para mim és meu irmão", dizia-me - e eu estou magoado, muito magoado. Com as escolhas da vida. E revoltado com aquilo que já não tem remédio.

Tivemos, temos!, inúmeras cumplicidades começadas há mais de meio-século no Colégio Militar: de gozo, de políticas, de política profissional, da política, de zacatrazes...ele é o 209 de 57. Por seu desafio e insistência, sou hoje membro do Conselho Nacional de Delegados da Ordem dos Arquitectos - "era bom que entrasses na lista, a Ordem precisa da tua experiência", disse-me. Disponível como sempre, deu-me, a cada pedido, a sua opinião sobre qualquer questão das muitas complexidades do exercício da profissão. Tive-a sempre ponderada, cuidada e inteligente - em ajudas empenhadas na melhoria da condição de prestação profissional dos Arquitectos e na exigência da Arquitectura.


Falamos longos tempos sempre ganhos da paixão Cidade - tenho sempre presente a sua tese do Tejo como centro da enorme Lisboa que queria ordenada, confortável e amigável - das políticas de cidade, das cidades generosas, da Arquitectura, das arquitecturas que gostávamos e que detestávamos, ríamos vezes sem conta entre um humor cáustico e só a vontade de rir. Detestávamos muitas mesmas coisas e múltiplos canalhas e canalhices. Ele detestava a indecência e respeitava - coisas que nos ficam do Colégio - aqueles que era suposto terem responsabilidades e serem decentes - dava-lhes sempre o seu melhor benefício da dúvida. E isso, nas descobertas da vida, aumentava-lhe a desilusão.

Do tempo do Colégio temos memórias memoráveis. Notáveis. Apesar disto e daquilo - não fomos dos "meninos da Luz" mais bem comportadinhos que por lá passaram... - gostámos os dois do tempo que lá passámos. O Vasco sempre gostou muito de cavalos - galopava em voltas à pista de atletismo com cronometragem do Pica - e teve sempre o desgosto de, ao contrário de mim, não ter feito parte da Escolta a Cavalo por causa das sofríveis notas de comportamento. "Como é que tu conseguiste?!", "Porque só me portei mal depois de ter entrado", respondia-lhe e ríamos como se tivesse sido um golpe genial. Como se os tivessemos fintado. E quantas fintas lhes fizemos... à cãozoada, à sargentada. Bons tempos que recordávamos com gosto e gozo. O Vasco gosta muito do Colégio! E tinha particular gozo em ir ao Colégio com netos, ao sábado de manhã, para os treinos de pentatlo - "a minha neta pode vir a ser grande atleta, é uma ganhadora", dizia-me com ar babado de avô orgulhoso.

Participei na sua equipa que fez o projecto - um desafio do Raul Passos então general director - para o novo pavilhão desportivo do Colégio. A regra que impusemos foi simples: aqui só entram ex-alunos (de preferência do nosso curso) e filhos de ex-alunos. E assim o projecto foi feito com os nossos filhos, o João (arquitecto) e o Raul (engenheiro) e mais uma série de amigos e camaradas - o Adão, o Amarela e outros mais novos - numa equipa de primeira. Foi um empenho sério, pró-bono e com um único objectivo: possibilitar ao Colégio um instrumento de grande qualidade num edifício capaz de significar o "nosso" espaço. Ficou um bom projecto que, um dia, espero que seja construído para fechar o círculo - desenho e construção - da Arquitectura.

Desde que adoeceu, bateu-se como um leão - não queria que o visitassemos, não queria que o víssemos "assim". Com pena, respeitei-lhe a vontade - fisicamente recordo-o como pretendeu, saudável.

Esteve sempre disponível para os amigos, tinha da camaradagem um conceito que ultrapassava a solidariedade. Vou sentir muito a tua falta, Meu Amigo. Zacatráz!


sábado, 8 de dezembro de 2012

Passo certo

Cada vez que ouvejo a tv, que leio jornais, que leio ou ouço qualquer media desde youtubes a sites e me aparecem gajos a falar das qualidades da situação, lembro-me sempre daquela embevecida mamã em alto, empertigado e bom som: parece impossível, só o meu filho é que vai com o passo certo!

É a perspectiva, querida, a perspectivazinha ... não é o passo nem o orgulho de mamã.

E os que ouço, ouvejo ou leio têm da perspectiva uma ideia fugaz. Como se o mundo fosse resultado da água doce das suas teorias.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O grande "capitão"

O grande "capitão" do Sport Lisboa e Benfica e da selecção de Portugal, Mário Coluna, foi distinguido com o Grau de Mestre em Liderança Desportiva pelo ISCTEM moçambicano. Melhor reconhecimento de um notável "capitão" não conheço. A notícia encheu de alegria.

Mário Coluna foi para mim - que fui "capitão" de equipa em três equipas de modalidades diferentes (futebol no Colégio Militar, rugby no CDUL e ténis no Olaias Clube) - sempre uma referência da qual tirei as mais variadas lições para poder aplicar nas minhas funções. Como espectador do estádio da Luz pude perceber a importância da postura de um "capitão" na produção competitiva de uma equipa - um olhar, e que olhar!, ou um gesto determinado capaz alterar as condições e dar novo rumo aos acontecimentos. E quantas vezes o Benfica e a Selecção Nacional ganharam jogos porque Mário Coluna estava ao comando...

Moçambicano de nascimento, Mário Coluna é uma referência da cultura desportiva portuguesa. Tenho por ele - o grande "capitão" - uma enorme admiração.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O silêncio é de ouro?

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Arte de rua



"Mulher com cabeleira verde", Lisboa, "Júlio de Matos", foto iPhone

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Arte de rua

Lisboa, Artilharia Um, foto iPhone

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Que tal aprender?

A combinação de austeridade e crescimento é a melhor maneira de superar os desafios colocados por uma crise. Até porque, como todos nós sabemos no Brasil, temos uma experiência em que o baixo crescimento, ao invés de diminuir o défice, o faz aumentar. Dilma Rousseff, Presidente do Brasil, Madrid, Novembro 2012

1. Porque é que ela sabe e os nossos não sabem?

Porque sabe utilizar a experiência com inteligência? Será?
Então, usem-na!

Não se aprende nada?


"O erro é achar que a consolidação fiscal colectiva, simultânea e acelerada seja benéfica e resulte eficaz. [...] Temos visto medidas que, apesar de afastarem o risco da quebra financeira, não afastam a desconfiança dos mercados."Dilma Rousseff, Presidente do Brasil na Cimeira Ibero-Americana, Cádiz, Novembro de 2012

1.Porque é que ela sabe e os nossos não sabem?
2. Se as medidas só servem para metade dos objectivos para que é que servem então?
3. O tempo da ginástica sueca - insiste! insiste! flecte! flecte! - já entregou a alma ao criador. Já lá vai.

domingo, 18 de novembro de 2012

O que a História sabe

Desenho em iPhone sobre fotografia

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:

Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço...

Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado... é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: - Criando outros.

Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: - Sim, é impossível.

Colbert: - E sobre os ricos?

Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: - Então como faremos?

Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer, e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Pagar a factura

Li em qualquer lado que a senhora alemã garantiu “um final feliz para Portugal.”. O que é que isto quer dizer na realidade do nosso dia-a-dia? Morte sem sofrimento?! Assim como acordar morto?! Garantir-nos um final feliz é tão infeliz com a tirada do nosso primeiro que, num saundebaite canhestro, clamava que “não podemos culpar o remédio pelo estado do doente”. Não pode quê?! Até o médico é responsável pelo estado do doente – bom, mau ou assim-assim - quanto mais os remédios. Não é para isso que servem remédios, médicos, enfermeiros, diagnósticos, hospitais, centros de saúde? Para a responsabilidade da interacção com o doente?

Li também em qualquer lado que os colaboradores do senhor Romney, tão garantidos da vitória, começaram nos últimos dias da campanha, pesem as evidências então já existentes, a tratar o homem por Mister President…como é que o tratam agora?

É este o problema com que nos confrontamos num custo desmesurado: fazer da realidade um wishfull thinking da realidade.

O nobel Paul Krugman definiu, em certeira imagem de relação da geografia com a ideologia económica, os economistas em dois grupos: os de água doce e os de água salgada. Em duas escolas portanto: uma cheia de teoria, equações e folhas exel e outra mais atenta ao mundo envolvente – uns com expressões matemáticas de alto nível a elaborar sobre pontos de partida sem nexo (como se pode retirar da lição a-propósito de Silva Lopes que encontrei numa madrugada num canal televisivo de cabo de que desconhecia a existência); outros atentos e preocupados com a realidade e com a certeza que as certezas da economia são puras incertezas – a mais pequena alteração das condições iniciais pode provocar efeitos imprevisíveis (por isso se fala do bater de asas da borboleta e no caos que pode provocar: é a ciência e a experiência a ouvirem o bater do mundo). Uns, cegos na confiança da certeza; outros, desconfiados da certeza.

De um lado, o olhar descuidadamente pousado na superfície da água doce que nos parece sempre previsível; do outro, o olhar atento e desperto sobre a imprevisibilidade surpreendente que conhecemos da água salgada.

De um lado a desatenção da envolvente e a envolvência na estética dos modelos matemáticos; do outro a atenção à surpresa e a preocupação da adaptação imediata.

Definitivamente a água doce nunca transportou o aviso de sabedoria de Le Carré: “uma secretária é um sítio muito perigoso para analisar o mundo.”. E por isso, nós pagámos a factura.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Há visitas indesejadas

Desenho em iPad

sábado, 10 de novembro de 2012

A caridadezinha

"Os portugueses vivem muito acima das suas possibilidades. Vamos ter que empobrecer muito, vamos ter de viver mais pobres", Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome in Público.
A senhora Jonet dirige uma organização de solidariedade social que vive da oferta de quem terá dinheiro excedentário nos bolsos - portanto dependente da capacidade financeira de cada um de nós. Mas como gosta de agradar resolveu desbocar os disparates de quem não sabe para mais - é a habitual solução de ignorante com ares de ciência: alinhar por baixo.

E não consigo compreender como pensa a senhora Jonet recolher alimentos de uma população cada vez mais pobre: será que conta com os cada vez mais ricos?

São os problemas da visão da caridadezinha treinada para adormecer de boa consciência...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Vistas largas



Desenho em iPad

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Satisfação e alívio

Satisfeito e aliviado é como me sinto depois das horas de espera pelo anúncio da vitória de Barack Obama para Presidente dos Estados Unidos. Satisfeito porque sei o que posso esperar de Obama - há valores que garantirá; aliviado porque só a ideia de ter que aguentar com um tipo de quem duvido da integridade de caracter à frente da maior potência ocidental assustava - o homem é demasiado catavento para ter a responsabilidade que pretendia. E se o mundo está mal, imaginem ter de novo na Casa Branca um defensor do capitalismo de casino que nos trouxe até aqui com ricos mais ricos e pobres mais pobres - sem falar das passas do Algarve que destribuiram pelo mexilhão do meio... E mesmo as modulações que foi utilizando - marketing eleitoral oblige - com o decorrer da campanha, não esconderam a visão provinciana do mundo.
Boa sorte para Obama que será também a nossa - fico em frente da TV para ver a enorme recepção de Chicago.
Grande vitória!



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Aves da Lagoa Pequena

Caminho

Camão, Porphyrio porphyrio


Galeirão, Fulica atra

Garça Real, Ardea cinerea.


Corvo Marinho, Garça Real e Galeirão
Corvo Marinho, Phalacrocorax carbo

Garça Real, Ardea Cinerea

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